<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6410064</atom:id><lastBuildDate>Sun, 05 Sep 2010 20:17:38 +0000</lastBuildDate><title>litotes</title><description>O POSITIVO PELO NEGATIVO: POUCO DIZENDO PARA MUITO FAZER ENTENDER</description><link>http://www.kakaroto.com.br/</link><managingEditor>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>124</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-7053492841630079463</guid><pubDate>Sat, 14 Aug 2010 17:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-14T14:29:19.081-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Protopoesia</category><title>.42</title><description>Há patos na lagoa&lt;br /&gt;E tem um que se afunda&lt;br /&gt;Pobre pato...&lt;br /&gt;Pobre pato?&lt;br /&gt;Será o benedito?&lt;br /&gt;Ou Ubaldo?&lt;br /&gt;Que nada?&lt;br /&gt;Nada disso&lt;br /&gt;Ali quem ia era outro&lt;br /&gt;Uma patota!&lt;br /&gt;Nadando e mergulhando&lt;br /&gt;Fazendo graça de afundar-se&lt;br /&gt;Fingindo suicidar&lt;br /&gt;Opa!&lt;br /&gt;Que nada!&lt;br /&gt;Patacoada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-7053492841630079463?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2010/08/42.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-7768782552808549051</guid><pubDate>Thu, 06 May 2010 23:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-05-06T21:34:07.081-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Protopoesia</category><title>.55 Prosopopéia</title><description>Eu no meio e as paredes se apertam;   &lt;br /&gt;Deveríamos sê-las; como elas,   &lt;br /&gt;Romper as barreiras de janelas,   &lt;br /&gt;Portas, armários e outras duas paredes que lhes   &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; [arrestam.   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Pois sim, parece que minhas paredes   &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; [apaixonaram-se.   &lt;br /&gt;O verde mais verde que existe,   &lt;br /&gt;O mais alegre e o mais triste.   &lt;br /&gt;Que dá verde com vermelho sangue?   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Coisa extraordinária é a paixão!   &lt;br /&gt;Não há maior incêndio (falo de cadeira).   &lt;br /&gt;Faz-te diverso de ti, põe-te duplo em si.   &lt;br /&gt;Por isso, não me chamem tentando encontrar-me,   &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; [pois não estarei.   &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Aqui não sou eu; para o momento de eternidade:   &lt;br /&gt;Sou eu duas linhas, sou meu eu apaixonado,   &lt;br /&gt;Somos eu e a parede, somos o mesmo espaço.   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-7768782552808549051?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2010/05/55-prosopopeia.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-5431247693945430465</guid><pubDate>Wed, 17 Feb 2010 05:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-02-17T02:08:05.419-03:00</atom:updated><title>Carnaval de calçada</title><description>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;p&gt;&lt;object height='350' width='425'&gt;&lt;param value='http://youtube.com/v/_5TQuiEDTP4' name='movie'/&gt;&lt;embed height='350' width='425' type='application/x-shockwave-flash' src='http://youtube.com/v/_5TQuiEDTP4'/&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Violada na calçada da casa de Jovaas.. "nem tudo está perdido, amor"!&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-5431247693945430465?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2010/02/carnaval-de-calcada.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-5673062636537897047</guid><pubDate>Wed, 13 Jan 2010 00:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-12T22:40:44.450-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música</category><title>Sad news</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/S00Y9WckMKI/AAAAAAAABKw/DtNSJPv3dF4/s1600-h/lhasa%20%282%29%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="lhasa (2)" border="0" alt="lhasa (2)" src="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/S00Y_-DqQ0I/AAAAAAAABK0/SxlR2SN5jH4/lhasa%20%282%29_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="337" height="415" /&gt;&lt;/a&gt; Ontem fui pego desprevenido.. enquanto procurava onde estavam as últimas partes de seus vídeos filmados em Montreal, fiquei sabendo da mais triste das notícias.. morreu, no começo deste ano, uma de minhas mais tenras paixões: Lhasa de Sela. Senti que tinha de homenageá-la de alguma forma aqui (ou mesmo somente dela lembrar, como faço agora), mas pensar em qualquer coisa para escrever mostrou-se pretensão além do meu alento, eis que passo agora apenas a traduzir o último&lt;em&gt; press release&lt;/em&gt; oficial sobre aquela que alcunhei de Florbela Espanca da música:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Official press release&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Para imediata publicação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Em Montreal, Canadá: Domingo, 3 de Janeiro de 2010&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A cantora Lhasa de Sela faleceu em sua casa em Montreal na noite de primeiro de Janeiro de 2010, logo antes da meia-noite.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Ela sucumbiu a um câncer no seio depois de uma longa luta de vinte e um meses, a qual enfrentou com coragem e determinação.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Através deste difícil período, ela continuou a tocar as vidas daqueles ao redor dela com sua graça característica, beleza e humor. A sua força de vontade levou-a novamente para o estúdio de gravação, onde concluiu seu mais recente álbum, seguido pelo sucesso da gravação de seus principais lançamentos em Montreal, no &lt;em&gt;Théatre Corona&lt;/em&gt; e em Paris, no &lt;em&gt;Théâtre des Bouffes du Nord&lt;/em&gt;. Dois shows na Islândia em maio acabaram sendo seus últimos.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Ela foi forçada a cancelar uma longa turnê internacional agendada para o Outono de 2009. Um futuro álbum projetado com as canções de Victor Jara e Violeta Parra também foram descontinuados. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Lhasa de Sela nasceu em 27 de setembro de 1972, em &lt;em&gt;Big Indian&lt;/em&gt;, Nova York. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A infância incomum de Lhasa foi marcada por longos períodos de vagueação nômade pelo México e pelos EUA, com seus pais e irmãs no ônibus escolar que faziam de casa. Durante este período, as crianças improvisavam, teatralmente e musicalmente, representando para seus pais todas as noites. Lhasa cresceu em um mundo impregnado com a descoberta artística, longe da cultura convencional.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Mais tarde Lhasa tornou-se a artista excepcional que o mundo inteiro descobriu em 1997 com &lt;em&gt;La Llorona&lt;/em&gt;, seguido por &lt;em&gt;The Living Road&lt;/em&gt; de 2003, e o auto-intitulado &lt;em&gt;Lhasa&lt;/em&gt; de 2009. Estes três álbuns venderam mais de um milhão de cópias pelo mundo.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;É difícil descrever a sua voz única e presença de palco, o que lhe rendeu status de ícone em muitos países ao redor do mundo, mas alguns jornalistas têm-na descrito como apaixonada/passional, sensual, indomável, terna, profunda, perturbadora, encantadora, hipnótica, silenciosa, poderosa , intensa, uma voz para todo o tempo.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Lhasa tinha uma forma única/singular de comunicação com seu público. Ela se atreveu a abrir seu coração no palco, permitindo que seu público experienciasse uma íntima conexão e comunhão com ela. Ela afetou profundamente e inspirou muitas pessoas pelas cidades e países que visitou. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Um velho amigo de Lhasa, Jules Beckman, ofereceu estas palavras:&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&amp;quot;Nós sempre ouvimos algo ancestral vindo através dela. Ela sempre falou a partir do limiar entre os mundos, como se fora de seu tempo. Ela sempre cantou a tragédia humana e o triunfo, alienação e procura com uma sabedoria testemunhal. Ela colocou sua vida aos pés do Invisível &amp;quot;.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Lhasa deixa para trás seu companheiro Ryan, seus pais Alejandro e Alexandra, a madrasta Marybeth, seus 9 irmãos e irmãs (Gabriela, Samantha, Ayin, Sky, Miriam, Alex, Ben, Mischa e Éden), seus 16 sobrinhos e sobrinhas, seu gato Isaan, e inúmeros amigos, músicos e colegas que acompanharam-na ao longo de sua carreira, para não mencionar seus inúmeros admiradores em todo o mundo. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Sua família e amigos íntimos foram capazes de chorar em paz durante os últimos dois dias, e muito têm apreciado este período significativo de tranquila intimidade. Funeral e demais serviços serão cuidados particularmente. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Tem nevado por mais de 40 horas em Montreal desde a partida de Lhasa.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;(Traduzido livremente a partir do “2010-01-03 - Press release”, disponível em &amp;lt;&lt;a title="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/menu.php?lang=en" href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/menu.php?lang=en"&gt;http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/menu.php?lang=en&lt;/a&gt;&amp;gt;, acesso em 11/01/2010).&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/S00ZCI43PcI/AAAAAAAABK4/UlPTMBgq3DM/s1600-h/lhasa2%5B2%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="lhasa2" border="0" alt="lhasa2" src="http://lh4.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/S00ZFUZt9TI/AAAAAAAABK8/eYmJ384icU0/lhasa2_thumb.jpg?imgmax=800" width="244" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160; &lt;br /&gt;Good bye, Lonely Spider     &lt;br /&gt;Serás siempre bella al mundo     &lt;br /&gt;Et aimé pour d'innombrables époques&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Lhasa de Sela: Live in Montreal”, a film by Vincent Moon: &lt;object width="400" height="225"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5232467&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=5232467&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ffffff&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="225"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;    &lt;br /&gt;&lt;a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?dif=vim&amp;amp;lecredit=4&amp;amp;video=5238975&amp;amp;lang=en"&gt;1&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?dif=vim&amp;amp;lecredit=4&amp;amp;video=5232472&amp;amp;lang=en"&gt;2&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?dif=vim&amp;amp;lecredit=4&amp;amp;video=5232467&amp;amp;lang=en"&gt;3&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?dif=vim&amp;amp;lecredit=4&amp;amp;video=5226534&amp;amp;lang=en"&gt;4&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?dif=vim&amp;amp;lecredit=4&amp;amp;video=5227367&amp;amp;lang=en"&gt;5&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?dif=vim&amp;amp;lecredit=4&amp;amp;video=5251198&amp;amp;lang=en"&gt;6&lt;/a&gt; - &lt;a href="http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/videos.php?dif=vim&amp;amp;lecredit=4&amp;amp;video=5428684&amp;amp;lang=en"&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Scène Glenmor - “De cara a la pared”:    &lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iKuZz3YeAkI&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iKuZz3YeAkI&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;quot;La celestina&amp;quot;:    &lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rQjn5Y2Q51Q&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rQjn5Y2Q51Q&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;hl=en_US&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Festival d'été de Québec 2005 - “Pa'Llegar a tu Lado”:    &lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qnDl9a6FqSA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qnDl9a6FqSA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-5673062636537897047?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2010/01/sad-news.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-4032800516676794155</guid><pubDate>Thu, 10 Dec 2009 22:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-08-14T14:55:29.379-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Listas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Top 10</category><title>Top 5 álbuns de 2009</title><description>&lt;p align="left"&gt;Aproveitando que &lt;strike&gt;neste&lt;/strike&gt; naquele memorável dia de 04 de dezembro vazou o disco novo de Mallu Magalhães, resolvi terminar a lista dos melhores álbuns de 2009 na minha opinião.Fazer esta lista esse ano foi dureza, para se ter uma parca idéia: da primeira parcial publicada em julho tive que retirar 5 álbuns!     &lt;br /&gt;Foram lançados muitos discos ótimos de janeiro a dezembro, e, surpreendentemente, neste ano o Brasil comandou na minha lista geral.. que bom! Enfim, os eleitos:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. Estudando A Bossa: Nordeste Plaza (Tom Zé)      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_D8aB8iDqNs8/SxmE6ddyMmI/AAAAAAAAA5A/q0A-Ckglw0I/s1600-h/tom-ze-estudando-a-bossa.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0px; width: 200px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; height: 199px; border-left-width: 0px; cursor: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411502567139193442" border="0" alt="" align="left" src="http://3.bp.blogspot.com/_D8aB8iDqNs8/SxmE6ddyMmI/AAAAAAAAA5A/q0A-Ckglw0I/s200/tom-ze-estudando-a-bossa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Bada-badi, bada-badá! Na terceira edição dos &lt;em&gt;“Estudandos”&lt;/em&gt; (os outros foram o “Estudando o Samba” em 1975 e o “Estudando o Pagode” em 2005), Tom Zé explica a Bossa e a história do produto do grau mais alto da capacidade humana já produzido pelo Brasil nesse disco cheio de síncopes e bim-boms. Álbum “sério” de quem é um dos maiores mestres contemporâneos (leia-se de 40 anos pra cá) na arte de fazer música! &amp;quot;Esse verdadeiro documentário sonoro&amp;quot;, citando o Maestro Júlio Medaglia. Não há muito que deva-se dizer, só escutar! Favoritas: &lt;em&gt;Outra Insensatz, Poe!, Síncope Joãobim, João Nos Tribunais, Roquenrol Bim-Bom.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2. Navega (Mayra Andrade)&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" border="0" alt="http://4.bp.blogspot.com/_VC2PNU6IF6Q/SUwaMfJ4kMI/AAAAAAAAArU/8mZOmcCKRf0/s320/mayraandrade.jpg" align="left" src="http://4.bp.blogspot.com/_VC2PNU6IF6Q/SUwaMfJ4kMI/AAAAAAAAArU/8mZOmcCKRf0/s320/mayraandrade.jpg" width="200" height="200" /&gt;Mayra Andrade é a cabo-verdiana que tomou meu coração de assalto no começo do ano. A vi pela primeira vez num vídeo do youtube (apagaram =/) em que ela cantava com Mariana Aydar a música &lt;em&gt;Tunuka&lt;/em&gt;, vídeo que a mim foi “recomendado” por Caetano Veloso através de seu antigo blog; e foi através dela e dele que passei a conhecer&amp;#160; também Orlando Pantera, autor de&lt;em&gt; Tunuka&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Lapidu na Bo&lt;/em&gt; e futuro expoente de Cabo Verde, se não fosse pelo acidente trágico que levou à sua morte prematura. “Navega” é cantado todo no dialeto crioulo – com exceção da faixa &lt;em&gt;Comme s'il en pleuvait&lt;/em&gt;, em francês – e da mesma forma que a língua encanta, assim faz também o “poder suave” da voz de M.A. e de todas as músicas, cuja originalidade é de deixar qualquer um estarrecido.. uma melhor que a outra! Favoritas: &lt;em&gt;Regasu, Mana, Tunuka, Lapidu Na Bo, Navega, Lua.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. Tonight: Franz Ferdinand (Franz Ferdinand)&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" border="0" alt="http://3.bp.blogspot.com/_RZZEzqiR9hs/SXGPVcGWi_I/AAAAAAAADnI/CPBXp5NN_fs/s400/Ferdinand+-+Tonight+Franz+Ferdinand+2009+(Full+Album).jpg" align="left" src="http://3.bp.blogspot.com/_RZZEzqiR9hs/SXGPVcGWi_I/AAAAAAAADnI/CPBXp5NN_fs/s400/Ferdinand+-+Tonight+Franz+Ferdinand+2009+%28Full+Album%29.jpg" width="200" height="200" /&gt;Muito esperado. Esperadíssimo! O mais esperado do ano! E isso tende a ser ruim, pois muitas vezes as bandas indies acabam não correspondendo à expectativa, mas não,&amp;#160; isso não aconteceu com Franz Ferdinand. O “Tonight” correspondeu a todas as minhas expectativas. &lt;em&gt;Poha niuma&lt;/em&gt;! As superou de lavada! Foi como acordar com um banho de água gelada na cara.. Acorda, que Hoje à noite: Franz Ferdinand! Impossível ouvir esse disco apenas sentado na cadeira. Desafio: tente não dançar! Favoritas: &lt;em&gt;Can't Stop Feeling, No You Girls, Ulysses, What She Came For, Live Alone, Lucid Dreams.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4. Lhasa (Lhasa de Sela)&lt;/strong&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_D8aB8iDqNs8/SxmQa-RpfdI/AAAAAAAAA5M/o5cVYCDZdQo/s1600-h/lhasa.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 200px; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; height: 199px; border-left-width: 0px; cursor: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411515220330380754" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_D8aB8iDqNs8/SxmQa-RpfdI/AAAAAAAAA5M/o5cVYCDZdQo/s200/lhasa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mi pasión. Ma passion. My love.&lt;/em&gt; Lhasa é linda sob todas as formas, mesmo ficando careca, eu sempre a acharei das mais lindíssimas das mulheres! (Curioso como o artístico/espírito influi no físico). E devo agradecer aqui – mesmo que indiretamente – a uma pessoa a mim muito especial, quem me apresentou Lhasa, juntando esta nova paixão ao já desordenado emaranhado de mulheres que é meu coração [culpa tua, vês?]. Enfim, Lhasa de Sela é quem considero ser a Florbela Espanca da música. Ela sofre, ela chora, ela é triste e você consegue perceber toda essa emoção na sua voz única e marcante, mas ao mesmo tempo ela sorri enquanto canta, ela deleita-se na sua própria amargura, e o faz delirar com ela. Ela é artista no melhor sentido do termo: “Eu nunca quis ser uma estrela pop. Queria fazer música do fundo do meu coração. A carreira artística é importante, mas para mim a minha vida tem ainda mais valor. Quero ser verdadeira para comigo. Senão sou apenas uma operária da música.” E seu terceiro disco, que leva seu nome, expressa exatamente esse desejo, trazendo o álbum dessa vez todo em inglês, ela canta músicas de alma, de amor fecundo, &lt;em&gt;de soror saudade, de charneca em flor&lt;/em&gt;.. poesia em música! Que posso mais dizer? Ouçam. (E ouçam também “La llorona”, álbum em espanhol, e “The living road”, em suas línguas maternas e em francês). Favoritas: &lt;em&gt;Is Anything Wrong, Love Came Here, Anyone and Everyone, I'm Going in, The Lonely Spider, A Fish on Land.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5. Zii e zie (Caetano Veloso)&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SyFu8KwHYiI/AAAAAAAAA6U/hiVWLHzNHdY/s1600-h/ziiezie1.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: 0px; border-left-width: 0px; margin-right: 0px" title="ziiezie" border="0" alt="ziiezie" align="left" src="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SmHtcOKxVeI/AAAAAAAAA6Y/grEc-9vnL2Y/ziiezie_thumb.jpg?imgmax=800" width="200" height="199" /&gt;&lt;/a&gt;Graças a deus, Caetano e Chico ainda fazem discos, ainda compõem, ainda musicam o Brasil! E neste ano, a vez foi de Caetano com seu '”zii e zie” ou “tios e tias”, nome escolhido como forma de aproximação com São Paulo, mesmo sendo um álbum, essencialmente, de samba carioca e de cenário literário tipicamente brasileiro, com “letras que olham para mais longe” do que no a/i/nterior “Cê”, conforme diz o próprio. Negros, asfalto, pneu e mar, é assim que Caetano descreve a cena de clima noturno da música &lt;em&gt;Por quem?, &lt;/em&gt;a mais alta e misteriosa (e por isso e mais, belíssima) do disco, se não de toda obra do cantor. Nesta sua fase, ouve-se um Caetano ao encontro da velhice, ao mesmo tempo em que está alheio a ela, um safado, um despreocupado, que já passou do tempo de se importar com a crítica e de prender-se a&amp;#160; qualquer coisa que seja; ante guitarras &lt;em&gt;transambas&lt;/em&gt;, arranjos &lt;em&gt;estranhos&lt;/em&gt; e perfeitamente produzidos, está o Caetano que nunca deixa de ser original, mesmo trazendo no novo trabalho dois sambas antigos, &lt;em&gt;Incompatibilidade de Gênios&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Ingenuidade&lt;/em&gt;, gravados originalmente por Clementina de Jesus e através dos quais Caetano começou a pensar na realização do CD, que foi novamente gravado em conjunto com a bandaCê – Marcelo Callado, Ricardo Dias Gomes e Pedro Sá – unida para a consecução do álbum lançado em 2006. Zii e zie: Mais um para a discografia básica brasileira. (Registre-se que Los Hermanos é citado em uma das músicas, além de também o ser no pre-release, bem como o produtor&amp;#160; Kassin).&amp;#160; Preferidas: &lt;em&gt;Por Quem?, Lobão Tem Razão, A Cor Amarela, Base de Guantánamo, Falso Leblon, Diferentemente.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;…to be continued&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-4032800516676794155?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/07/top-10-albuns-de-2009.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D8aB8iDqNs8/SxmE6ddyMmI/AAAAAAAAA5A/q0A-Ckglw0I/s72-c/tom-ze-estudando-a-bossa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-605949125484171463</guid><pubDate>Sat, 21 Nov 2009 15:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-21T12:13:47.334-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Protopoesia</category><title>.22 Que é de Nelson Rodrigues?</title><description>Que magia fora esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu coração que propina deste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto d'outra, ora essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, por ti só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temo que meu amor confesse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o que? Será fato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é de meu domínio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me faço acordado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em ti a essa hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se a melodia. Isola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar a depender de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padecerei sem ter porvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo, não, violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sorte mais vil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sossega meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-605949125484171463?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/11/22-que-e-de-nelson-rodrigues.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-4075231755946017930</guid><pubDate>Mon, 02 Nov 2009 08:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-02T10:23:18.822-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Vídeos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Coisas que não deveriam ter sido postadas</category><title>Com a Palavra, Gleyson Kakaroto</title><description>&lt;object width="440" height="330"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7380872&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1"&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7380872&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=0&amp;amp;show_byline=0&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="440" height="330"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;O que deu pra salvar do vídeo, "realizado" por @El_Nau, da Mesa Redonda de 30 de outubro de 2009, no bar Candieiro, nesta cidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Link versão YouTube: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YK6B3Mus3x0"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=YK6B3Mus3x0&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-4075231755946017930?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/11/com-palavra-gleyson-kakaroto.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-8141918578268059700</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 02:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-27T01:15:33.316-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Reviews</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música</category><title>What Will We Be, Devendra Banhart (2009)</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SuZv4qj99CI/AAAAAAAAA4Y/LxNiptdEp_k/s1600-h/What_Will_We_Be_cover%5B7%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px" title="What_Will_We_Be_cover" border="0" alt="What_Will_We_Be_cover" src="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SuZv6BoQkoI/AAAAAAAAA4c/VqDJlRy3018/What_Will_We_Be_cover_thumb%5B5%5D.jpg?imgmax=800" width="298" height="268" /&gt;&lt;/a&gt; Num domingo xôxo, uma ótima surpresa: Como &lt;a href="https://twitter.com/trabalhosujo/status/5146900170" target="_blank"&gt;twittado&lt;/a&gt; pelo @&lt;a href="https://twitter.com/trabalhosujo" target="_blank"&gt;trabalhosujo&lt;/a&gt;, vazou o disco novo do Devendra Banhart! Depois de uma geinkidama realizada com a força da conexão daqueles meus seguidores caridosos que sempre me ajudam levantando os braços, consegui baixar e alegrar meu dia – por acaso, não alcoólico – ouvindo o &lt;em&gt;What will we be&lt;/em&gt;, cujo lançamento está marcado para amanhã, 27 de outubro, pela Warner e com selo da Reprise Records (não mais da XL Recordings).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O álbum foi produzido pelo Devendra e por Paul Butler, líder da banda inglesa &lt;em&gt;The Bees&lt;/em&gt;, e conta novamente com as participações do bom e velho Noah Georgeson (produtor dos últimos álbuns de Banhart e louco), Greg Rogove, Luckey Remington e “nosso” querido Rodrigo Amarante (que, ao que parece, dessa vez não canta, mas assume a guitarra principal em quase todas as faixas do disco), todos remanescentes do &lt;em&gt;Smokey Rolls Down Thunder Canyon&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;À primeira ouvida, o álbum parece, de modo geral, ser um tanto quanto parado e apático, gerando uma certa indolência para quem escuta, o que para mim certamente foi bom, pois me proporcionou exercitar melhor as viagens que as músicas parecem propor, notáveis nas serenas &lt;em&gt;First&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Last Song for B.&lt;/em&gt; Conquanto, faixas mais estimulantes destacam-se facilmente no disco, como a ótima&lt;em&gt; 16th &amp;amp; Valencia Roxy Music&lt;/em&gt;, com guitarras distorcidas e batida definitivamente dançante, e a última faixa &lt;em&gt;Foolin’&lt;/em&gt;, que poderia muito bem ser confundida com um reggeazinho divertido do &lt;em&gt;Toots and The Maytals&lt;/em&gt; se não fosse pela voz inconfundível do Devendra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Há ainda no disco, a versão de estúdio das músicas &lt;em&gt;Baby&lt;/em&gt; (agradabilíssima) e&lt;em&gt; Chin Chin &amp;amp; Muck Muck&lt;/em&gt; (um&lt;em&gt; freak folk&lt;/em&gt; excêntrico bem legal), mostradas há alguns meses atrás pelo &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0r8-AkLCWjc" target="_blank"&gt;youtube&lt;/a&gt; em versão ao vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda, quão Mutantes é a faixa &lt;em&gt;Maria Lionza&lt;/em&gt;!? Quase que, num sobressalto, escuto a voz de Rita Lee ali àquele meio psicodélico. (E por isso, só tenho a agradecer..)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem mais conversa, concluo: um ótimo álbum! E não só, mas um ótimo álbum que, praticamente, salvou meu domingo. Enfim: para ser ouvido várias vezes. Fica a recomendação. Obs.: Não postarei link para download (porque não posso), portanto procurem por si mesmos – dica: há um &lt;em&gt;easteregg &lt;/em&gt;neste post.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SuZv-W6y4FI/AAAAAAAAA4g/Q-1ExH-z1Vk/s1600-h/9280385%5B9%5D.png"&gt;&lt;img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; margin-left: 0px; border-top: 0px; margin-right: 0px; border-right: 0px" title="9280385" border="0" alt="9280385" src="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SuZwCTinlYI/AAAAAAAAA4k/3lyaK1ZNXss/9280385_thumb%5B7%5D.png?imgmax=800" width="260" height="149" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;#160; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Amarante c/ Devendra&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Tracklist:     &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;01 Can’t Help but Smiling    &lt;br /&gt;02 Angelika    &lt;br /&gt;03 Baby    &lt;br /&gt;04 Goin’ Back    &lt;br /&gt;05 First Song for B    &lt;br /&gt;06 Last Song for B    &lt;br /&gt;07 Chin Chin &amp;amp; Muck Muck    &lt;br /&gt;08 16th &amp;amp; Valencia, Roxy Music    &lt;br /&gt;09 Rats    &lt;br /&gt;10 Maria Lionza    &lt;br /&gt;11 Brindo    &lt;br /&gt;12 Meet Me at Lookout Point    &lt;br /&gt;13 Walilamdzi    &lt;br /&gt;14 Foolin’&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fontes: &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/What_Will_We_Be" target="_blank"&gt;Wikipedia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://stereogum.com/archives/devendra-banharts-what-will-we-be-album-info_082361.html" target="_blank"&gt;Stereogum&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-8141918578268059700?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/10/what-will-we-be-devendra-banhart-2009.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-8386647959313322772</guid><pubDate>Sun, 25 Oct 2009 21:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-30T17:52:17.777-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Coisas que não deveriam ter sido postadas</category><title>Teatrismo</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SuTGeYljRvI/AAAAAAAAA4I/h08-rwJD9Hc/s1600-h/P110PICA%5B17%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border: 0px none ; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="P110PICA" alt="P110PICA" src="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SuTGfZ-rB5I/AAAAAAAAA4Q/ClBisler8HE/P110PICA_thumb%5B15%5D.jpg?imgmax=800" width="400" border="0" height="310" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Primeiro ato&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Primeiro quadro&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;(Ambiente: casa dele. 'Cenário sem nenhum caráter realista'. Sala que lembra a cor marrom. Clássica. Este cômodo confunde-se com o quarto. Cama grande no chão. Lençóis jogados. Tudo meio desarrumado, mas que não carece de limpeza ou ordenação. Luz baixa que parece advir do chão. Música "silenciosa" ao fundo: Thelonious Monk &amp;amp; John Coltrane)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Abre-se o pano&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Abre cena&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Speaker&lt;/i&gt;: Ela está na parte da copa, fazendo uma bebida quente (provavelmente chocolate), de camisola e de costas para ele, que está deitado na cama ao chão, virado para a copa, assistindo à cena. Ele, descalço, veste calça e só. Levanta-se e caminha até ela, a abraça por trás, ela se assusta e logo após ri delicadamente, ele a beija no ouvido, ela arrepia-se. Ficam assim abraçados por algum tempo, enquanto ela mexe o chocolate. “Monk’s mood” começa a tocar, ele repara. Pega-a no colo, ela o beija demoradamente e após, pousa a cabeça ternamente em seu ombro. Ele anda até a sala com ela nos braços, onde a música está mais alta. Os dois ficam de pé e começam a dançar lentamente , param e se olham por um instante, se abraçam e recomeçam a dança a pequenos passos. Antes da música acabar, param, ele, num movimento devagar e contínuo, deita-se no chão – não na cama, mas no chão, que está friíssimo – com a barriga virada para baixo. Ele a chama. Ela deita-se em cima dele com a barriga sobre suas costas (rostos colados). E assim ficam, permanecendo por muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;__________________  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem: &lt;strong&gt;Femme&lt;/strong&gt; por Pablo Picasso. Paris, 1906~1907. &lt;em&gt;Oil on canvas&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-8386647959313322772?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/10/teatrismo.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-8588591390065178111</guid><pubDate>Thu, 24 Sep 2009 03:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:25:55.291-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Protopoesia</category><title>.58 Ato</title><description>(protopoema a ser distribuído inda em dez partes, conquanto, desde seu nascimento restou-se incompleto, eis porque dou publicidade hoje às primeiras cinco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I (III)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato em teu pelo caro&lt;br /&gt;Antes casto ora amado&lt;br /&gt;Assim risco tua odre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vou te estragando com tato&lt;br /&gt;Ao deitar tua pele em cardos&lt;br /&gt;Safo teu corpo e tua sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo decompondo tua pureza estreme&lt;br /&gt;Tu, culpa-se, range os dentes&lt;br /&gt;Soltas gemidos de morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II (IV)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentes a vida n'alma&lt;br /&gt;Minha boca que saliva e lava&lt;br /&gt;Teus membros, teu tímpano, teu espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aborrota-se de prazer&lt;br /&gt;Esgota-se o não-dever&lt;br /&gt;Tudo parece certo e exato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornas-te precisa&lt;br /&gt;Aguda, inconsciente, passiva&lt;br /&gt;Entregas-te, enfim, ao diacho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III (V)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito, as ervas&lt;br /&gt;Envolvem-me, às pressas&lt;br /&gt;Invadem meu faro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrepia-se a espinha&lt;br /&gt;Abrem-se os poros que irradiam&lt;br /&gt;Gotas de brilho próprio e vasto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste lapso me tens&lt;br /&gt;Então sou teu escravo que vem&lt;br /&gt;Molhar teu colo... Encher teu vaso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV (VI)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarro-te com violência&lt;br /&gt;Tu, sem resistências&lt;br /&gt;Deixa-te do medo incomum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solto tua carne e assisto&lt;br /&gt;Volto diante de teu riso&lt;br /&gt;E mordo teu pedaço cru&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo teu cabelo embaraçar&lt;br /&gt;Tua loucura a aflorar&lt;br /&gt;Em movimentos dum lindo nu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V (VII)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te desenhando com a face&lt;br /&gt;O dorso, o colo, todo e em partes&lt;br /&gt;Traço pernas, coxas e tornozelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo por teus pés e insisto&lt;br /&gt;Deslizo, paro em teu umbigo&lt;br /&gt;Beijo-o com doce mimo e desvelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-te absortas marcas&lt;br /&gt;Busco teu braço, tua axila resvalada&lt;br /&gt;Encontro a intrepidez de teu belo seio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-8588591390065178111?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/09/58-ato.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-7186117162059591846</guid><pubDate>Tue, 25 Aug 2009 19:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:24:30.787-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Vídeos</category><title>Dom</title><description>&lt;object width="450" height="307"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6267909&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" /&gt;&lt;embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=6267909&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=ff9933&amp;amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="450" height="307"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;  &lt;p&gt;Vídeos gravados em Andaraí e Lençóis - Chapada Diamantina - BA, de 10 a 17 de fevereiro de 2007. © Todos os direitos reservados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Versão YouTube para De Paula:    &lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xIoQwzHX5nw&amp;amp;hl=pt&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/xIoQwzHX5nw&amp;amp;hl=pt&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-7186117162059591846?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/08/dom.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-3825049257310581401</guid><pubDate>Fri, 14 Aug 2009 11:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-25T19:10:58.324-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Opinião</category><title>Porcaria</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SoVH2gr796I/AAAAAAAAA3g/9IdOR_SB2io/s1600-h/gripe-suina-ii%5B5%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-width: 0px; display: inline;" title="gripe-suina-ii" alt="gripe-suina-ii" src="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SoVH43EUVhI/AAAAAAAAA3k/nEM_5y1wMTA/gripe-suina-ii_thumb%5B3%5D.jpg?imgmax=800" width="431" border="0" height="313" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ontem minha &lt;a href="mailto:asneres@hotmail.com" target="_blank"&gt;prima&lt;/a&gt; me mandou um email, que já havia sido encaminhado e reencaminhado para centenas de pessoas, com o assunto em &lt;em&gt;capital letters&lt;/em&gt; “GRIPE SUINA UM TOQUE”, pelo qual era enviado um registro de conversa de msn, onde acima se explicava “Conversa de uma conhecida com um colega que trabalha na Unimed. Vale o toque.” Segue abaixo, pois, a tal conversa:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“eco ® diz: &lt;b&gt;to em panico com esse negcio da gripe. hoje tivemos reunioes com uns medicos da Unimed, os caras falaram que a situação é desesperadora&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: ahããã, amigas minhas falaram... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;que os hospitais e as operadoras de saude, tao recebendo oficios do governo pra nao divulgar dados&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;morreram 12 medicos em curitiba já, 3 deles cooperados da Unimed&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;o HC teve 115 mortes já, mas só pode divulgar que teve 28&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: ai q horroooooor&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;eles não sabem o que fazer a partir do quinto dia da doença se nao curar até lá&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;tão colocando as pessoas em coma induzido pra amenizar o sofrimento&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: uiiiiii, chega, não quero mais saber...medo até de sair de casa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;eles falaram que as autoridades não tão divulgando pra nao deixar a população em panico&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;mas que na verdade eles tão completamente perdidos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;o jantar que a gente tinah amanha era la no Le Rechaud, no fondue&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;um dos casais que tavam indo , o cara é medico. é o Dr. Marclo Tizzot que foi o cara que diagnosticou o primeiro caso da gripe em Ctba.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;ele que falou pra gente desmarcar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;porque nao vale a pena o risco&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: aff maria&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;aham&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;ele falou pra gente pedir uma pizza e ir pra casa dele&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;ele falou pra nao fazer nada que seja arriscado&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;nao ir no shopping, nao ir em bar, boate, não ir nas nights, em restaurantes então pior ainda, pior ainda nos que são por Kilo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;porque todo mundo usa os mesmos pegadores&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: putz, acho q nem vou ao mercado hj então&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;esta PUNK ao maximo a situação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;os caras tão desesperados&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;tem uma amiga minha que é medica no HC, disse que la ta o caos, ela ta com 6 amigos internados com a gripe, todos medicos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: eles falaram se tem solução???&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: ou é só esperar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;nao tem solução. a solução é só se diagnistitcar ela ante do virus chegar no pulmao, senao é muito dificil&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: mas e vai ser assim até o resto do ano??? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;é por isso que eles tão em panico ninguem sabe&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;a Unimed disse que tem um documento na mao que parece que segunda feira em Curitiba, vai ser decretado estado de calamidade publica e vão mandar parar a cidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;ninguem pode sair de casa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;vamos esperar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;essa minha amiga, disse que o virus tá em Nivel 1 ainda, e que ele deve ir ate o nivel 4&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: mas tá...e a solução q eles falaram é ficar em casa pra não propagar o vírus, e assim o vírus some?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;sim&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;porque dai para de disseminar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;e eles matam todos os focos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;foi o que o Mexico fez&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;parou o país e eles acabaram com tudo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;ou, nos tamos tudo exigindo mascaras nas pessoas que tão vindo fazer atendimento aqui no escirtorio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: ai meu deus&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lilis diz: valeu pelo toque Deco!!! é horrível saber da verdade, mas é bom pra se previnir&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;pois é.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;até ontem, eu tava cagando e andando pra tudo isso&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;deco ® diz: &lt;b&gt;mas quando os medicos me falaram fiquei que nem vc assim, em choque&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Lilis diz:&lt;/strong&gt; posso copiar essa nossa conveersa e mandar pra algumas pessoas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;deco ® diz: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;pode ? deve&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;b&gt;deco ® diz: &lt;/b&gt;&lt;b&gt;deve deve deve&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dra Lívia Aguiar     &lt;br /&gt;Fisioterapeuta especialista em Acupuntura”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Bem, este email está sendo repassado como uma corrente do pânico, e como, tendo partido provavelmente do sul/sudeste do país, já tenha vindo parar em minha caixa de entrada na Bahia, imagino que uma quantidade significativa de pessoas o tenham recebido e a maioria delas, imagino, resolvido trancafiar-sem em suas casas, usando luvas e máscaras (trocando-as de 2 em 2 horas). Gente, sejamos um pouco razoáveis quanto a isso tudo que não vejo acontecendo, mas vejo dizendo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fiquei realmente impactado ao saber que até mesmo membros do meu &lt;a href="http://grudiocorpo.blogspot.com/" target="_blank"&gt;grupo de estudo&lt;/a&gt; estão pensando em abandonar nossa viagem, tão penosamente programada, para o Colóquio Internacional de Análise do Discurso (praticamente o evento mais importante da nossa área), apenas porque este terá lugar em São Carlos – SP. Enquanto isso, o Festival de Inverno Bahia tenta apressadamente lançar novas promoções para baratear o ingresso – chegando a esdruxulez de ceder 20% de desconto para quem provar ser funcionário público, mais uma espécie de bônus ou nova gratificação para aqueles que mamam em nossos impostos – visto que, conforme ouço dizer, o povo está com medo e está repensando se dará as caras esse ano no Festival. Afinal, até que ponto é necessário nos assustarmos e fazermos assustar ante toda polêmica e sensacionalismo que está sendo feito sobre o caso, tanto nos meios midiáticos quanto nos bastidores (como é o caso da veiculação por email da conversa de Msn acima)?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o dito pânico que percebo que começa a se instaurar é legítimo ou não, eu não sei dizer, mas meramente à título de lembrança, gostaria aqui de expor alguns fatos históricos: em 1976 no antigo Zaire (atual República Democrática do Congo) foi identificado pela primeira vez a febre hemorrágica ebola (FHE), causada pelo vírus ebola, que causou a epidemia que rapidamente se espalhou com 50 a 90% de mortalidade na República Democrática do Congo, Gabão, Uganda e Sudão, ocorrendo a segunda epidemia em 1979, quando 90% de suas vítimas africanas morreram. Começou-se então a dizer que o ebola mataria metade da África e que se o vírus por acaso chegasse às portas da Europa seria um desastre “mundial”, o que acarretou na tomada de medidas drásticas contra a emigração africana e importação de qualquer coisa que de lá viesse. Passou-se então algum mais de uma década, e em maio de 1995, a cidade de Mesengo, no Zaire, foi atingida pelo vírus, que matou mais de cem pessoas. Bastou para que o alerta de pânico fosse novamente aceso e as manchetes eram de que agora o ebola vinha com tudo.. mas ele não veio e a África continua lá inteirinha (ou assim pode-se dizer). &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda, estão lembrados da Influenza A (H5N1)? Ou, como costumávamos chamar, a gripe aviária? Embora tenha sido identificada pela primeira vez por volta de 1900 na Itália, a gripe do frango causou um surto realmente preocupante no ano de 2005, quando atingiu uma taxa de letalidade de 51,28%. Se ainda me lembro das manchetes e dos títulos dos trabalhos lançados à época, eram praticamente todos semelhantes ao "À espera da pandemia", publicado pela Scientific American Brasil, em Dezembro de 2005, por W. Waut Gibbs e Christine Soares, página 64.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ora, claro que o simples fato de dois dos maiores surtos epidêmicos dos últimos tempos não terem, felizmente, correspondido ao prognóstico catastrófico a que foram submetidos não nos autoriza, de forma alguma, a concluir que este de agora não se converterá em real pandemia. Mas, daí a promulgar o pânico frente a números que embora pareçam alarmantes, especialmente dado a como são constantemente divulgados de forma enfática pela imprensa, não são sequer comparáveis com os números de casos de morte pela gripe comum e que são menores, segundo &lt;a href="http://twitter.com/felipevca" target="_blank"&gt;@felipevca&lt;/a&gt;, ao número de mortos pela dengue em Jequié – BA!, eu já considero algo um tanto quanto imprudente, pra não dizer insensato.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enfim, eu não tenha como afirmar se a suposta conversa entre a fisioterapeuta e o seu colega da Unimed no msn aconteceu ou não de verdade, e se, nesse caso, tem realmente fundamento o teor da dita conversa, o que posso dizer é que não deixem, claro, de tomar os devidos cuidados, não se auto-medicando, se informando quanto às diferenças dos sintomas entre as gripes e procurando atendimento médico o quanto antes se você for azarado o suficiente para contrair o vírus porcino. Contudo, deixo aí meu apelo para que não se deixem levar pelo sentimento do medo e pelo sensacionalismo muitas vezes empregado por jornalistas que vêm nos números sangrentos a oportunidade do faz-me-rir fácil, e não acreditem em tudo que lêem ou que simplesmente caem no seu email.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se quiser saber ainda mais, leia o ótimo post, retuitado pelo &lt;a href="http://twitter.com/El_Nau" target="_blank"&gt;@El_Nau&lt;/a&gt;, sobre &lt;a href="http://scienceblogs.com.br/rnam/2009/08/sobre_a_segunda_onda_da_gripe.php" target="_blank"&gt;a "segunda onda" da Gripe Suína&lt;/a&gt;, do Gabriel Cunha (biólogo formado pela UNESP/RC e doutorando em Biologia Molecular pela UNIFESP).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para conhecer a melhor postagem sobre a gripe, ao meu ver(ouvir), até hoje, ouça a gengibrada sensacional da &lt;a href="http://www.gengibre.com.br/perfil/carolinatc"&gt;carolinatc&lt;/a&gt; em 14/08/09: &lt;a href="http://www.gengibre.com.br/cast/V1BDCFCPAD" target="_blank"&gt;Gripe Suína&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E para mais informações sobre a gripe, inclusive como identificar os sintomas, acesse o &lt;em&gt;&lt;a href="http://portal.saude.gov.br/saude/"&gt;Portal do Ministério da Saúde&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, com atualizações constantes sobre o panorama da epidemia no Brasil.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-3825049257310581401?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/08/porcaria.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-1484862587203569160</guid><pubDate>Sat, 01 Aug 2009 17:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:21:24.482-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Reviews</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>Surrogates</title><description>&lt;p&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="Surrogates" border="0" alt="Surrogates" src="http://judao.mtv.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/08/surrogates-20090731031947011-552x160.jpg" width="430" height="120" /&gt;  Quando assisti ao trailer de “&lt;a title="Ir para IMDB" href="http://www.imdb.com/title/tt0986263/" target="_blank"&gt;Surrogates&lt;/a&gt;”, ficção científica estrelada por Bruce Willis, e passei a conhecer a história da&lt;em&gt; graphic novel&lt;/em&gt; homônima de&amp;#160; Robert Venditti, na qual o filme é baseado, fiquei maravilhado com a idéia futurística da &lt;a title="The Surrogates na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Surrogates" target="_blank"&gt;HQ&lt;/a&gt;: no ano de 2054, os humanos podem conectar a mente a um robô humanóide (surrugate), o qual vivenciará o mundo exterior enquanto&amp;#160; os humanos permanecem intactos em suas casas, nas palavras do fabricante, “você pode viver sua vida sem limitações, e tornar-se quem você quiser ser, do conforto e segurança da sua própria casa, você pode finalmente viver a vida que sempre sonhou, sem nenhum risco ou perigo para você mesmo”. Evidentemente, descobre-se que viver através dos humanóides não é tão seguro assim, eis que, à medida que assassinatos vão acontecendo, Bruce Willis, um policial &lt;em&gt;old-school,&lt;/em&gt; terá o papel de desvendar o mistério por trás dos tais surrogates [Eu, robot?].&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Das várias referências possíveis de visualizar, desde&lt;em&gt; Blade Runneer, Matrix a Second Life&lt;/em&gt;, o filme mostra-se bem interessante e com mais uma fuçada na net, dá pra perceber que as pessoas (ou ao menos os fãs de Sci-Fi) estão realmente empolgadas com o lançamento do longa, eu também fiquei, mas devo admitir que minhas expectativas foram significativamente diminuídas quando soube que a direção está a cargo de Jonathan Mostow, o responsável pelo abominável “Exterminador do Futuro 3”, e o roteiro por Michael Ferris e John Brancato, cuja “melhor” obra foi “Mulher-gato”. Ainda, convenhamos que o enredo do policial sozinho contra as máquinas salvando a humanidade&amp;#160; já está meio batido, e a lembrança que surge na mente de “The Happening” (promessa phoda do Shyamalan que resultou num fiasco)&amp;#160; ao ver-se a última cena mostrada no trailer não nos leva a um prognóstico tão positivo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Será Surrogates mais um filme com ótima idéia que não dará certo? Só podemos esperar para que eu esteja errado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enfim, assistam ao trailer e resolvam por si mesmos: (O filme estréia no Brasil em 16 de outubro)&lt;/p&gt; &lt;object width="450" height="241"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.traileraddict.com/emd/11155"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.traileraddict.com/emd/11155" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" wmode="transparent" width="450" height="241" allowFullScreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-1484862587203569160?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/08/surrogates.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-6297740867994846680</guid><pubDate>Fri, 17 Jul 2009 07:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:27:35.789-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Periódicos</category><title>Vai-te, Poesia!</title><description>&lt;i&gt;Vai-te, Poesia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me ver a vida&lt;br /&gt;exacta e intolerável&lt;br /&gt;neste planeta feito de carne humana a chorar&lt;br /&gt;onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos&lt;br /&gt;com bandeiras de lume nos olhos,&lt;br /&gt;para fabricar sonhos&lt;br /&gt;carregados de dinamite de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai-te, Poesia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero cantar.&lt;br /&gt;Quero gritar!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;José Gomes Ferreira&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://somdatinta.blogs.sapo.pt/arquivo/Jose%20gomes%20ferreira.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 191px; height: 270px;" src="http://somdatinta.blogs.sapo.pt/arquivo/Jose%20gomes%20ferreira.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-6297740867994846680?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/07/vai-te-poesia.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-4004165139146429233</guid><pubDate>Sun, 12 Jul 2009 09:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:26:32.892-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Direito</category><title>©</title><description>&lt;p align="justify"&gt;Falemos hoje sobre Direito Autoral. Sinceramente, não entendo o porquê da grande polêmica e discussão em torno da Propriedade Intelectual e do chamado Direito do Autor. Pois além de existir (“brasileiramente” falando) uma mega legislação abrangente sobre o tema — Constituição, DUDH, Convenções internacionais,&amp;#160; Convenção Universal sobre o Direito de Autor, Acordos Comerciais, Leis especiais, Título próprio no Código Penal, etc — o texto da lei é claro e a norma, bem delimitada (pelo menos ao que me pareceu ante uma saudável consulta ao &lt;a href="http://google.com.br/"&gt;Pai&lt;/a&gt; e ao Ordenamento Jurídico).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Primeiro, devo explicar como surgiu meu interesse em falar sobre o tema: Convocado a postar no blog &lt;a href="http://grudiocorpo.blogspot.com"&gt;Grudiocorpo&lt;/a&gt; alguns &lt;em&gt;e-books&lt;/em&gt;, ou livros virtuais, ou livros em pdf, sobre Análise do Discurso, questionei-me “E podemos?”, “E se apenas publicarmos o link apontando para o pdf armazenado em outro servidor?”. Ainda, a prisão temporária dos donos e a venda do PirateBay, a discussão no Omeletv, Nerdcast, Rapaduracast (e provavelmente outros casts) sobre a legalidade das legendas piratas, o súbito fechamento e feliz ressuscitamento do Legendas.tv, a morte da comunidade orkutiana Discografias, enfim, a discussão não é recente, e estando agora um pouco mais amadurecida nas mídias de comunicação em geral, vamos à ela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desmistificando logo de cara (ou apenas dando minha humilde opinião sobre)&amp;#160; a controvérsia [&lt;em&gt;ia usar a palavra “altercação”, mas achei que iria pegar mal..&lt;/em&gt;]&amp;#160; sobre o assunto, começo explanando que tratarei aqui somente sobre direito patrimonial, visto que o Direito Autoral se divide em direito moral e patrimonial sobre a obra intelectual produzida pelo autor, que formam, assim, a sua propriedade intelectual. Então, tendo em vista que o direito patrimonial do autor, conforme art. 28 e 29 da Lei 9.610/98, dá a este “direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literária, artística ou científica; dependendo de sua&amp;#160; autorização prévia e expressa a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como:” (e a lei dá lá seus exemplos) e ante a tipificação do crime de Violação de direito autoral, previsto no art. 184, caput e parágrafos seguintes, do Código Penal, segundo o qual, “violar direitos de autor e os que lhe são conexos” submete o sujeito à detenção (processado mediante queixa) e o mesmo crime praticado, resumidamente, com o intuito de lucro direito ou indireto sujeita-o à reclusão (mediante ação penal pública incondicionada), respondo os seguintes questionamentos já anteriormente esboçados:&lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;     &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Poderia eu publicar os tais e-books de Foucault no blog?&lt;/em&gt; Não, pois a razão de existirem &lt;em&gt;e-books&lt;/em&gt; e outros tipos de reprodução eletrônica de obra literária que são distribuídas gratuitamente pela net é graças ao conceito de domínio público, eis que, no tocante à obras literárias, “os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subseqüente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil” (art. 41 da supracitada lei), de modo que eu estaria violando os direitos autorais da obra foucaultiana, que, pelas minhas contas (Foucault morreu em 1984), deverão cessar ainda em 2055. *Lembrando que a propriedade intelectual que cai em domínio público não envolve os direitos morais do autor sobre a obra, visto que estes são personalíssimos, irrenunciáveis, imprescritíveis, perpétuos, inalienáveis, impenhoráveis, inexpropriáveis, absolutos, etc etc;&lt;/div&gt;   &lt;/li&gt;    &lt;li&gt;     &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E quanto à solução de postar o link cujo arquivo encontra-se em servidor alheio?&lt;/em&gt; Vedado também. Não configuraria reprodução, mas seria “comunicação ao público”, texto da lei: “ato mediante o qual a obra é colocada ao alcance do público, por qualquer meio ou procedimento e que não consista na distribuição de exemplares” (art. 5º, V c/c art .68 da lei em estudo). Morreu Bahia;&lt;/div&gt;   &lt;/li&gt;    &lt;li&gt;     &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;As legendas piratas produzidas pela galera massa [+D] do Legendas.tv são ilegais?&lt;/em&gt; Ilegalíssimas! Novamente, texto da lei: “Art. 29. Depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra, por quaisquer modalidades, tais como: IV - a tradução para qualquer idioma” &lt;em&gt;No question about it&lt;/em&gt;;&lt;/div&gt;   &lt;/li&gt;    &lt;li&gt;     &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu, que baixo filme, The Sopranos e lots of other stuff todos os dias nos torrents da vida, rede ed2k e tantos outros meios da internet, sou um criminoso?&lt;/em&gt; E por que não seria? Criminoso ladrão de galinha, mas sim, ainda criminoso! Acontece que segundo uma interpretação sistemática do nosso ordenamento jurídico, configuraria a&amp;#160; violação (termo presente no tipo do Código Penal) a reprodução indevida, ou seja, “a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística ou científica ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou temporário por meios eletrônicos” (art. 5º, VI), inclusive “a inclusão em base de dados, o armazenamento em computador, a microfilmagem e as demais formas de arquivamento do gênero” (art. 29, IX). Caso é que este crime de Violação de direito autoral, assim cometido sem intuito de lucro, com escopo apenas no divertimento/entretenimento pessoal do cara que baixou, só é processado mediante queixa, ou seja, por ação penal privada, ou seja², o estúdio, o diretor ou os produtores, que são quem, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, detêm os direitos sobre a obra, em conhecer que eu baixei o filme, série, etc, e no interesse de minha pessoal condenação, teria que ingressar com uma ação criminal diretamente contra mim, que, por minha vez, ficaria submetido apenas às penas de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa. Embora seja improbabilíssima, há sempre a possibilidade.&lt;/div&gt;   &lt;/li&gt;    &lt;li&gt;     &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;YouTube?&lt;/em&gt; Também não tem jeito. É só ler a lei: “Art. 29. Depende de autorização (…): VIII - a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou científica, mediante: i) emprego de sistemas óticos, fios telefônicos ou não, cabos de qualquer tipo e meios de comunicação similares que venham a ser adotados”;&lt;/div&gt;   &lt;/li&gt;    &lt;li&gt;     &lt;div align="justify"&gt;Será ainda preciso perguntar de Piratebay? .. Acho que é questão vencida.&lt;/div&gt;   &lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas vejam bem: não vão pensar em mim como o Gleyson legalista que está sempre a favor da lei e fim de papo, apenas exponho as coisas como elas são. Agora: é justo que tudo seja tido como pirataria? É inteligente continuar com essa cegueira das associações defensoras da propriedade intelectual ante o desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação e a evolução por que passa os modos como se processa a informação hoje em dia? É mesmo razoável que continuemos a tratar o consumidor comum como um criminoso por uma prática, que embora ilegal, considero totalmente legítima (no sentido amplo do termo). Ora, o que esperar de um espectador que, v.g., é apresentado a uma produção televisiva, a qual, depois de torná-lo fã, é subitamente tirada do ar a púrrio critério de empresários e produtores que trabalham apenas pelo dinheiro, sem nunca cogitar pôr a arte em primeiro plano? Espero ansiosamente pela sexta e última temporada de LOST na ABC, enquanto que a exibição da série na Globo em sua quinta temporada está prevista para janeiro do ano que vem. As empresas de comunicação, com raciocínio retrogrado, trabalham para manter o modelo clássico de distribuição da cultura e da arte em mídia; contudo, não vejo como sobreviverá, os tempos são outros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Radiohead vendeu o seu último álbum lançado lá no longínquo ano de 2007 com preço inicial de $0,00, e mesmo assim fizeram dinheiro (e muito!). Isso é possuir fãs, quem é fã, é fã por um motivo, ele dificilmente desrespeitará o direito autoral de quem realmente aprecia. O “Sou” de Camelo eu comecei baixando uma, duas músicas, depois baixei as 12 faixas que saíram antes do lançamento numa mp3 contínua, quando postaram numa qualidade melhor, baixei novamente e escutei, mesmo assim, 2 dias depois do lançamento, chagava meu disco bonitinho original que comprei na pré-venda. A Apple já vende música com sucesso e lucro pelo iTunes, quase todas as grandes redes de tv americana e britânica já disponibilizam sem medo seus shows e séries em &lt;em&gt;stream&lt;/em&gt; para serem assistidos pela internet a qualquer hora. Até a forma como se lê notícia está mudando, com o twitter dando informação 2 segundos a frente do fato, quem quer mais ler jornal impresso com notícia de ontem? Como eu disse, os tempos são outros. Diante da atual conjuntura, cujas circunstancias não apontei um décimo, é sensato pensar que é necessário a reciclagem da forma como vemos o direito autoral e a conseqüente mudança da lei? Eu diria que sim.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-4004165139146429233?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/07/blog-post.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-3738733899177927823</guid><pubDate>Wed, 03 Jun 2009 04:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:25:55.292-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Protopoesia</category><title>.59</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SiX23nH2slI/AAAAAAAAAxg/hPFu-dJL1II/s1600-h/louploup_by_gloria_aniela%5B6%5D.jpg"&gt;&lt;img title="louploup_by_gloria_aniela" style="border: 0px none ;" alt="louploup_by_gloria_aniela" src="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SiX24kaaIjI/AAAAAAAAAxk/zb6WjrGD7PU/louploup_by_gloria_aniela_thumb%5B4%5D.jpg?imgmax=800" border="0" height="192" width="269" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;br /&gt;Ter muito e de tudo &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu quero todo &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O mundo &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ser a natureza &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fria e bruta &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Rodar o planeta &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conhecer tudo que cheira &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vida nossa, minha e tua &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;  &lt;br /&gt;Ávido de novidades sou &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Afoito sou inquieto &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As ânsias não se acabam &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Restam-me incompleto &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo quando paro &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Estou em movimento &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sôfrego impaciente &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sinto o tempo lento &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;  &lt;br /&gt;Eu quero de tudo um muito &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seu amor fecundo &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O quero imundo &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu quero todo &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O mundo  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:90%;"&gt;Fotografia do portfólio de &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a title="Gloria Aniela on deviantART" href="http://gloria-aniela.deviantart.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:90%;"&gt;Gloria Aniela&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-3738733899177927823?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/06/59.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-3665830135239970625</guid><pubDate>Thu, 14 May 2009 07:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:22:43.850-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>A vida o universo e tudo mais</category><title>O Futuro Menos-que-perfeito</title><description>&lt;p align="justify"&gt; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SgvKMNzNApI/AAAAAAAAAvI/AFTdh6Tg0cI/s1600-h/Watchmen.11.de.12.HQ.BR.23ABR05.GibiHQ.pdf-033%5B17%5D.jpg"&gt;&lt;img title="Watchmen.11.de.12.HQ.BR.23ABR05.GibiHQ.pdf-033" style="border: 0px none ; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" alt="Watchmen.11.de.12.HQ.BR.23ABR05.GibiHQ.pdf-033" src="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SgvKNoK5pII/AAAAAAAAAvM/elUktIHyWhI/Watchmen.11.de.12.HQ.BR.23ABR05.GibiHQ.pdf-033_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800" border="0" height="175" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;  Tranqüilo, tranqüilo. Calma no Brasil! Sossega leoa, sossega a “piriquitita”, como diz Regolino. Olha a afobação. Pra quê tanta pressa? Por que tanta previsão? O mundo continua aí, como a sua vida, não vão fugir. Eu estou aqui. Olha pra mim. Pára um pouco.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Opa, pare aí um pouco eu por favor, do contrário ter-se-á este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; aqui de ser reescrito em verso desse jeito. Na ânsia de querer falar o que estou para falar, também eu acabei me antecipando e quase coloco a carroça à frente dos burros, como diria a geração de 60. Bem.. passado o &lt;i&gt;nonsense&lt;/i&gt;, eis a situação:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Todos aí preocupados com o futuro, não é mesmo? (Sim, leitor, estou falando contigo). Todos pensando no fim da faculdade, no concurso que têm que estudar para, na pós-graduação mais rápida que puderem fazer, na ruma de dinheiro que quererão ganhar para casar com os respectivos pretendentes (ou não), no trabalho por vir, na vida de adulto que baterá à porta. Logo, é preciso pensar e conjecturar e prever e antever as opções, pois o que nos aguardará o futuro, não é verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sinceramente, estou cansado dos comedidos, dos preocupados com a prova de hoje a 8 dias, dos que, antes de acabar o carnaval, compram a festa de São João, dos que antecipam. Querem antecipar até tua fala, teu pensamento – “já sei o que vai dizer”, “sei o que deve estar pensando” – ora, se já sabe, então não percamos tempo dialogando, faça você um monólogo com a tua e a minha parte e eu quedo aqui te escutando. Vejo as pessoas pensando tão a frente de mim, tão preocupadas, tão sem tempo para ficar e conversar, que às vezes penso se não estaria eu sendo imprudente em não lembrar do que acontecerá no dia depois de depois de amanhã.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Talvez seja realmente imprudência minha, talvez este texto de hoje seja um reflexo do meu caráter procrastinador (o que sou assumidamente), mas fato: enfastiam-me aqueles que fazem tantos planos a longo prazo, afinal, o que há de tão especial assim nesse futuro? Por que o futuro contém tanta felicidade? Não poderíamos, por acaso, sermos felizes agora? Projetam-se tanto deles mesmos no futuro que parece que o presente é um eterno processo de feitos, feitos que devem ser comedidos e precisamente calculados para alcançarem um propósito maior, que está sempre à frente, um porvir (ou devir, ê lelê Nietzsche) que garantirá a tal felicidade vindoura.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não parece-lhes certo que talvez a felicidade possa estar garantida no momento, naquele específico momento que você ria com um amigo, que você beijava (ou pecava com) sua namorada(o), que eu e você brindávamos à mesa de um bar. Confio no que tenho, não no que terei ou no que me aguarda, até por que o tempo pode transformar tudo que tenho em nada, como numa ilusão. De modo que, caso um dia decidirem parar um pouco a rotina de seus importantes afazeres de planejamento futurístico, liguem para mim e paguem-me um cowboy [risos.. brincadeirinha], sério: apenas façam alguma coisa de agradável, alguma coisa que há muito os prazos impediam que o fizesse. Sei lá, isto aqui não é auto-ajuda: Reproduzam a espécie, meus filhos! Desfrute seu presente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Agora, por favor, não pensem que isto aqui é filosofia nova, saibam que é século XXI e tudo já foi, de algum modo, pensado. É 2009, e como repensei este assunto, reproduzo-o aqui com as minhas palavras e minha humilde opinião sobre o caso. Então, &lt;i&gt;ladies and gentlemen&lt;/i&gt;, com vocês, meu preceptor que dispensa apresentações, Arthur Schopenhauer:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p align="justify"&gt;“Planos e preocupações com o futuro, ou também a saudade do passado, ocupam-nos de modo tão contí­nuo e duradouro, que o presente quase sempre perde a sua importância e é negligenciado; no entanto, somente o presente é seguro, enquanto o futuro e mesmo o passado quase sempre são diferentes daquilo que pensamos. Sendo assim, iludimo-nos uma vida inteira”.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desejo aditar ainda que desencorajo percepções &lt;i&gt;carpe diem&lt;/i&gt; da visão que expus, pelo menos não como o da acepção da escola árcade do final do século XVIII, pois quem vive em demasia no presente são os levianos/ inconseqüentes/ irresponsáveis/ como queiram. Só o que eu peço aqui é um pouco de imprudência, até um pouco da saudável loucura momentânea, ou mesmo a simples "colheita do dia" de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hor%C3%A1cio"&gt;Horácio&lt;/a&gt;, uma inocente idéia como esta: “Gleyson, vamos beber hoje até lamber o asfalto?” Eu diria: “Por favor, caro amigo, por favor”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;P.S.: Pra terminar, saca só a maluquice (ou genialidade, se preferirem): “A maior sabedoria é ter o presente como objeto maior da vida, pois ele é a única realidade, tudo o mais é imaginação. Mas poderíamos também considerar isso nossa maior maluquice, pois aquilo que existe só por um instante e some como sonho não merece um esforço sério.” &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(SCHOPENHAUER, Arthur. &lt;i&gt;O Mundo como Vontade e Representação).&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-3665830135239970625?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/05/o-futuro-menos-que-perfeito.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-3014803358069768532</guid><pubDate>Sat, 25 Apr 2009 14:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:27:50.772-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Nonsense</category><title>ANÚNCIO EM CARÁTER URGENTE</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.quebarato.com.br/classificados/procura-se-amigo-para-beber-que-fique-ate-o-final-da-noite-festa__4713380.html"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Procura(m)-se amigo(s) para beber, que fique(m) até o final da noite/festa.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(E que já não esteja corrompido pelo Castelo do Vinho, vale lembrar)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.quebarato.com.br/classificados/procura-se-amigo-para-beber-que-fique-ate-o-final-da-noite-festa__4713380.html"&gt;&lt;img title="detention" style="border: 0px none ; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" alt="detention" src="http://lh4.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SfMlyrLGNkI/AAAAAAAAAuM/KQ1JV6sT2wY/detention_thumb%5B6%5D.png?imgmax=800" border="0" height="241" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-3014803358069768532?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/04/anuncio-em-carater-urgente.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-302451394713915956</guid><pubDate>Thu, 19 Mar 2009 07:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:16:42.033-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>A vida o universo e tudo mais</category><title>O que será?</title><description>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/ScHx_oE-QMI/AAAAAAAAAsg/6jDWWoJNIEE/s1600-h/scummy_by_gloria_aniela%5B14%5D.jpg"&gt;&lt;img title="scummy_by_gloria_aniela" style="border-width: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" alt="scummy_by_gloria_aniela" src="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/ScHyBUQ_SWI/AAAAAAAAAsk/QE12FBHO4KY/scummy_by_gloria_aniela_thumb%5B12%5D.jpg?imgmax=800" border="0" height="239" width="328" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;br /&gt;Sabe quando, na madrugada (ou numa hora de introversão qualquer), dá aquela vontade de comer algo? Mas não qualquer algo, algo mais, algo melhor do que o que tivemos no café, almoço, lanche ou jantar. Algo que não sabemos bem o que é, só sabemos o que não é. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pois bem: Começou há mais ou menos três semanas (provavelmente quando iniciaram-se as aulas) esta sensação &lt;em&gt;esdrúxulamente&lt;/em&gt; fastidiosa, e não é apenas algo momentâneo, nem relacionado a comida. É sobre um algo maior, uma coisa mais intensa, que me deixa inquieto, que me faz twittar como um obssessivo-compulsivo, que me faz cantar mais alto trechos de &lt;a href="http://www.lastfm.com.br/music/Francisco+Alves/_/Palha%C3%A7o" target="_blank"&gt;músicas escrotas&lt;/a&gt; para chamar maior número de atenções.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sinto que a minha vida, afinal, não tem tanto a oferecer, pelo menos não do jeito que eu a levo hoje. Logo eu, que sempre fui um entusiasta da vida, que a levava como em uma apoteose dedicada a ela e a mim mesmo (ai, quão classudo é meu ego!).  Acordo, checo minha agenda, faço a lista das tarefas mais importantes que não deveriam deixar de ser feitas e, quando menos percebo, estou encravado por mais um dia na rotina. E quando, à noite, o professor não vem, enquanto espero pela aula seguinte, penso… O que há mais para se viver? O que estou perdendo? Como este dia poderia ter sido diferente?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sei, muito provavelmente estou apenas divagando sobre situações hipotéticas de vidas alternativas que não vão dizer nada a ninguém, sobretudo a mim. E ainda dirão: “Mas afinal de contas, o que você queria? Ser o &lt;a href="http://lh3.ggpht.com/madmaxandrade/SOvf0vP1lwI/AAAAAAAAB88/jfw0NPGxiQQ/s720/PvP%20-%20Homem%20de%20Ferro%20e%20Batman.gif" target="_blank"&gt;Batman&lt;/a&gt;, um espião da CIA?”&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não, não isso. Só sei o que não quero. Só sei o que não sou (baseado no que já experimentei e que já vi). Para esse ponto parafraseio a resposta de uma guria de 8 anos chamada Marina, prima do &lt;a href="https://twitter.com/jurandirfilho" target="_blank"&gt;Jurandir Filho&lt;/a&gt;, que no &lt;a href="http://www.cinemacomrapadura.com.br/rapaduracast/?p=2046" target="_blank"&gt;RapaduraCast 82&lt;/a&gt;, perguntada pelo Juras se O Rei Leão era o melhor filme do mundo, disse: “Eu não assisti &lt;span style="font-size:78%;"&gt;[a]&lt;/span&gt; todos”. A Marina, aos 8 anos de ingênua-idade, não tinha assistido à todos os filmes do mundo para saber se O Rei Leão era o melhor. Eu, aos dois patos na lagoa, já vi muitos filmes, vivi o considerado suficiente para resolver o que se vai fazer da vida e amei “por volta” de três mulheres [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sic&lt;/span&gt;: meninas].. ainda assim, não consigo responder à pergunta que me inquieta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enfim, indo assistir às esparsas aulas do viii semestre – como &lt;a href="https://twitter.com/gleysonkakaroto/status/1352006445" target="_blank"&gt;twittei&lt;/a&gt;, cada vez menos interessantes – perdido em meio aos numerosos processos do estágio, procrastinando o projeto da iniciação científica, que parece nunca deixar de ser “iniciação”, e bebendo cerveja após cerveja nos fins de semana, eu vou.. sempre alegre e tranqüilo. Mas se caso um dia eu parecer alegre e tranqüilo demais, não se engane, &lt;em&gt;meu coração está em chamas &lt;/em&gt;(e está à procura do que sabe-se o que não é, este algo não-comestível infernal).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ê lelê.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-302451394713915956?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/03/o-que-sera.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-3624047756685694315</guid><pubDate>Tue, 17 Feb 2009 00:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:25:55.293-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Protopoesia</category><title>.46</title><description>&lt;p&gt;precisas sentir&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;(distinguir)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;teu tato é mais especial&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;deixa claro tua pele&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SZn-HjJZXyI/AAAAAAAAArA/SG0V32YyXAg/s1600-h/waterhouse_the_awakening_of_adonis%5B29%5D.jpg"&gt;&lt;img title="waterhouse_the_awakening_of_adonis" style="border-width: 0px; display: inline;" alt="waterhouse_the_awakening_of_adonis" src="http://lh4.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SZn-JBaOmZI/AAAAAAAAArE/U0h1LawObu0/waterhouse_the_awakening_of_adonis_thumb%5B27%5D.jpg?imgmax=800" border="0" height="188" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;já eu&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;sou mais olfato&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;embriagado pelo aroma&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;que de teus poros&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;verve&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-3624047756685694315?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/02/46.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-5346752157141039057</guid><pubDate>Sun, 01 Feb 2009 22:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:20:04.055-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Listas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>Filmes assistidos em 2009</title><description>&lt;p&gt;Última atualização: 02.08.2009&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Toda nudez será castigada ♣ Loucura   &lt;br /&gt;Queime depois de ler ♣ Massa    &lt;br /&gt;O dia em que a terra parou ♣ Legal    &lt;br /&gt;Piaf - Um hino ao amor (La vie en rose) ♣ Fodástico    &lt;br /&gt;Speed Racer ♣ Top    &lt;br /&gt;El Dorado ♣ Massa    &lt;br /&gt;Io ballo da sola (Stealing Beauty) ♣ Bom    &lt;br /&gt;Crepúsculo (Twilight) ♣ Bizarro    &lt;br /&gt;Tropical Thunder ♣ Bom    &lt;br /&gt;O Exterminador do Futuro (Terminator)    &lt;br /&gt;O Exterminador do Futuro 2 (Terminator 2)    &lt;br /&gt;Obrigado por fumar    &lt;br /&gt;O Exterminador do Futuro 3 (Terminator 3)    &lt;br /&gt;O Quinto Elemento    &lt;br /&gt;Vicky Cristina Barcelona    &lt;br /&gt;Vicky Cristina Barcelona ♣ Fodástico    &lt;br /&gt;Eu, Robô    &lt;br /&gt;House of bunnies ♣ Whatever    &lt;br /&gt;Watchmen ♣ Fodástico    &lt;br /&gt;The Dark Knight    &lt;br /&gt;Man of Fire    &lt;br /&gt;300    &lt;br /&gt;Boca de Ouro ♣ Massa    &lt;br /&gt;Aladdin    &lt;br /&gt;Esqueceram de mim    &lt;br /&gt;Scarface    &lt;br /&gt;Bolt ♣ Legal    &lt;br /&gt;X-Men Origins: Wolverine ♣ Fraco    &lt;br /&gt;The Warriors ♣ Sensacional    &lt;br /&gt;Che – Part one: El Argentino ♣ Massa    &lt;br /&gt;Che – Part two: Guerrilla ♣ Massa    &lt;br /&gt;Star Wars IV: Uma Nova Esperança ♣ Massa    &lt;br /&gt;Encantada ♣ Melhor a cada vez    &lt;br /&gt;Lord of the Flies ♣ Phoda    &lt;br /&gt;Bonitinha, mas Ordinária ♣ Sensacional    &lt;br /&gt;Eu sei que vou te amar ♣ Fodástico    &lt;br /&gt;Claro ♣ Uma bosta / Uma merda phoda    &lt;br /&gt;Passengers ♣ Marrom    &lt;br /&gt;Cidadão Kane ♣ Rosebud    &lt;br /&gt;Dawn of the Dead ♣ Massa    &lt;br /&gt;A mulher invisível ♣ Prosa    &lt;br /&gt;Only you ♣ Fantástico    &lt;br /&gt;Star Wars V: O Império Contra-Ataca ♣ Muito massa    &lt;br /&gt;Star Wars VI: O Retorno dos Jedi ♣ Legal    &lt;br /&gt;Star Wars I: A Ameaça Fantasma ♣ Whatever    &lt;br /&gt;Star Wars II: O Ataque dos Clones ♣ Uma bosta&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-5346752157141039057?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/02/filmes-assistidos-em-2009.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-7374153524720950781</guid><pubDate>Sun, 18 Jan 2009 19:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:28:01.215-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>A vida o universo e tudo mais</category><title>Indignàre</title><description>&lt;p&gt;Meu ser indignado causa assombro e surpreende muita gente. Choldra Ignóbil! A falta de indignação nas pessoas é o que deveria causar espanto. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SXN-rZh0bGI/AAAAAAAAAqQ/FL_b5umtdcY/s1600-h/MrBlond2%20%282%29%5B13%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border: 0px none ; display: inline;" title="MrBlond2 (2)" alt="MrBlond2 (2)" src="http://lh3.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SXN-sKl35-I/AAAAAAAAAqU/-pXbgCICKCM/MrBlond2%20%282%29_thumb%5B11%5D.jpg?imgmax=800" align="left" border="0" height="208" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-7374153524720950781?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/01/indignre.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-3098505798259942994</guid><pubDate>Tue, 06 Jan 2009 13:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:20:04.056-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Listas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Cinema</category><title>Caderno de Cinema 2008</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todas as férias é a mesma coisa, minha cinefilia adolesce e o pesquisatório, gasto em frente ao IMDB, Wikipédia, &lt;a href="http://www.cinemacomrapadura.com.br"&gt;CCR&lt;/a&gt;, PirateBay, etc, divide meu tempo em meio a fitas, pôsteres, podcasts, DVDs, Moviecom, e, é claro, listas! Deixo, então, sem mais falatório, a lista de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quase&lt;/span&gt; todos os filmes a que assisti em 2008, digo quase porque as anotações para essa lista foram feitas mediante um denso exercício de memória, visto que raras eram as vezes em que eu anotava o título logo após ter visto a película.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes assistidos - 2008:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;001. O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel (The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring) [Top]&lt;br /&gt;002. O Senhor dos Anéis - As Duas Torres (The Lord of the Rings: The Two Towers) [Top]&lt;br /&gt;003. O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King) [Top]&lt;br /&gt;004. Ben-hur&lt;br /&gt;005. Os Incríveis [Muito massa]&lt;br /&gt;006. Sunshine - Alerta Solar [Uma bosta]&lt;br /&gt;007. Beowulf [Marrom]&lt;br /&gt;008. Vanilla Sky [Bom]&lt;br /&gt;009. Calígula [Uma indignidade]&lt;br /&gt;010. 11 homens e um segredo (Ocean´s eleven) [Massa]&lt;br /&gt;011. My summer of love [Viagem]&lt;br /&gt;012. Spartacus [Muito bom]&lt;br /&gt;013. Duro de matar (Die Hard) [Filmásso]&lt;br /&gt;014. Duro de matar 2 (Die Hard 2) [Massa tb]&lt;br /&gt;015. Encantada (Enchated) [Um absurdo! De bom]&lt;br /&gt;016. Xeque-mate (Lucky Number Sleven) [Sensacional]&lt;br /&gt;017. Desejo e Reparação (Atonement) [Muito bom]&lt;br /&gt;018. PS: Eu te amo (PS:  I love you) [Meeiro] {Cinema}&lt;br /&gt;019. Piratas do Caribe - No fim do mundo (Pirates of the Caribbean: At World's end) [Massa]&lt;br /&gt;020. Transformers [Escalafodético]&lt;br /&gt;021. Teen Wolf (O garoto do futuro) [Bizarro]&lt;br /&gt;022. Alice no país das maravilhas [Sempre maravilhoso]&lt;br /&gt;023. O Julgamento do Diabo (Shortcut to happiness)&lt;br /&gt;023. O Gangster (American Gangster) [Filmaço] {Cinema}&lt;br /&gt;024. Sangue Negro (There will be blood) [Massa]&lt;br /&gt;025. Juno [Filmásso]&lt;br /&gt;026. Conduta de risco (Michael Clayton) [Perda de tempo]&lt;br /&gt;027. Reprise (Reprise) [Doido]&lt;br /&gt;028. Cidade dos homens [Legal]&lt;br /&gt;029. Janela Secreta (Secret Window) [Legal]&lt;br /&gt;030. Frida [Legal]&lt;br /&gt;031. Meu nome não é Johnny [Massa] {Cinema}&lt;br /&gt;032. Ed Wood [Bom]&lt;br /&gt;033. Onde os fracos não têm vez (No Country for old man) [Massa] {Cinema}&lt;br /&gt;034. A viagem de Chihiro [Sensacional!] {Reassisti}&lt;br /&gt;035. Across the Universe [Poderia ser melhor]&lt;br /&gt;036. Reprise [Louco]&lt;br /&gt;037. Elephant [Decepcionou]&lt;br /&gt;038. December boys [Massa]&lt;br /&gt;039. O Rei Leão [Top] {Reassisti}&lt;br /&gt;040. Mad Max - Além da Cúpula do Trovão [Fantástico]&lt;br /&gt;041. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull [É] {Cinema}&lt;br /&gt;042. O homem-elefante [Viagem]&lt;br /&gt;043. Sicko [Sensacional]&lt;br /&gt;044. Fahrenheit 9/11 [Phoda] {Reassisti}&lt;br /&gt;045. O Guia do mochileiro das galáxias [péssimo]&lt;br /&gt;046. Alta-fidelidade [Massa]&lt;br /&gt;047. Be kind rewind [Legalzinho]&lt;br /&gt;048. The nightmare before christmas [Massa]&lt;br /&gt;049. Brilho eterno de uma mente sem lembranças (Eternal sunshine of the spotless mind) [Fodástico]&lt;br /&gt;050. The forbidden kingdon [Legal]&lt;br /&gt;051. Being John Malkovich [Viagem/Massa]&lt;br /&gt;052. Intorelable Cruelty&lt;br /&gt;053. Wall+e [Requetebueno] {Cinema}&lt;br /&gt;054. Super high me [Legal]&lt;br /&gt;055. Não somos anjos [Legal]&lt;br /&gt;056. You Don’t Mess With The Zohan [Sensacional]&lt;br /&gt;057. Scent of a Woman [Filmásso]&lt;br /&gt;058. Dona Flor E Seus Dois Maridos [Sensacional] {Reassisti}&lt;br /&gt;059. Breakfast at Tiffanys' [Filmásso]&lt;br /&gt;060. Cabra-cega [Sensacional]&lt;br /&gt;061. Smart People [Prosinha]&lt;br /&gt;062. Hancock [Fodástico]&lt;br /&gt;063. True Romance [Fodástico]&lt;br /&gt;064. The Tracey Fragments [Totalmente insano]&lt;br /&gt;065. Amar... Não Tem Preço (Juno) [Mais legal toda vez que revejo]&lt;br /&gt;066. Zohan - o agente bom de corte [Fodástico]&lt;br /&gt;067. Hors de Prix [Top]&lt;br /&gt;068. Elizabeth [Massa]&lt;br /&gt;069. Elizabeth: A era de ouro [Massa]&lt;br /&gt;070. An american crime&lt;br /&gt;071. Mary Poppins [Supercalifragiolisticexpialidoucious!]&lt;br /&gt;072. Singin in the rain {Reassisti} [Top]&lt;br /&gt;073. John Q [Massa]&lt;br /&gt;074. Mafia [É]&lt;br /&gt;075. The Sound of music [Fodástico]&lt;br /&gt;076. Pulp Fiction {Reassisti} [Top]&lt;br /&gt;077. Hellboy 2 [É]&lt;br /&gt;078. Beetjuice [Massa]&lt;br /&gt;079. The Happening [É]&lt;br /&gt;080. Cloverfield [Filmásso]&lt;br /&gt;081. A viagem de Chihiro [Fodástico]&lt;br /&gt;082. The dark knight [Fodástico]&lt;br /&gt;083. Iron Man [PQP!]&lt;br /&gt;084. The love guru [Legalzinho]&lt;br /&gt;085. Um dia de cão (Dog Day Afternoon) [Phoda!]&lt;br /&gt;086. 21 [Massa]&lt;br /&gt;087. Yella [Loucura]&lt;br /&gt;088. Lolita [Kubrick forever!]&lt;br /&gt;089. Rec [Quase me caguei..]&lt;br /&gt;090. The Shawshank Redemption [Filmásso]&lt;br /&gt;091. Dois Perdidos numa noite suja [Phoda!]&lt;br /&gt;092. Camille Caludel [Uau..]&lt;br /&gt;093. Ballet Shoes [Legal]&lt;br /&gt;094. Bubba Ho-Tep [Apenas a idéia é boa]&lt;br /&gt;095. Ensemble, C'est Tout [Fraquinho]&lt;br /&gt;096. The Other Boylen Girl [De fuder]&lt;br /&gt;097. Deus e o Diabo na terra do sol [Fantástico!]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De antemão, segue o TOP 10 &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dos filmes que vi&lt;/span&gt; em 2008 (com data de lançamento original naquele ano):&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Juno&lt;br /&gt;&lt;a href="http://laist.com/attachments/la_simone/juno.jpg"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://laist.com/attachments/la_simone/juno.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sangue Negro (There will be blood)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.thehollywoodnews.com/artman2/uploads/1/therewillbeblood.JPG"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://www.thehollywoodnews.com/artman2/uploads/1/therewillbeblood.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Amar... Não Tem Preço (Hors de Prix)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://maublogando.files.wordpress.com/2008/11/amar-nao-tem-preco.jpg?"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://maublogando.files.wordpress.com/2008/11/amar-nao-tem-preco.jpg?" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Onde os fracos não têm vez (No Country for Old Man)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://maracanazzo.files.wordpress.com/2008/03/no-country-for-old-men.jpg?w=340&amp;amp;h=419"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://maracanazzo.files.wordpress.com/2008/03/no-country-for-old-men.jpg?w=340&amp;amp;h=419" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Wall-E&lt;br /&gt;&lt;a href="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:ztJdec5aMJ9sbM:http://atezza.blog.uol.com.br/images/walle1.jpg"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:ztJdec5aMJ9sbM:http://atezza.blog.uol.com.br/images/walle1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Homem de Ferro (Iron Man)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://maublogando.files.wordpress.com/2008/11/homem-de-ferro-poster06.jpg?"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://maublogando.files.wordpress.com/2008/11/homem-de-ferro-poster06.jpg?" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)&lt;br /&gt;&lt;a href="http://politicsoffthegrid.files.wordpress.com/2008/03/dark_knight_joker.jpg"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://politicsoffthegrid.files.wordpress.com/2008/03/dark_knight_joker.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;REC&lt;br /&gt;&lt;a href="http://maublogando.files.wordpress.com/2008/11/rec.jpg"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://maublogando.files.wordpress.com/2008/11/rec.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Cloverfield&lt;br /&gt;&lt;a href="http://legendofwayne.files.wordpress.com/2008/04/cloverfield.jpg"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://legendofwayne.files.wordpress.com/2008/04/cloverfield.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sicko&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.socialistunity.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/02/sicko-poster-2.jpg"&gt;&lt;img style="width: 64px; height: 94px;" src="http://www.socialistunity.com/wordpress/wp-content/uploads/2008/02/sicko-poster-2.jpg"/&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-3098505798259942994?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/01/caderno-de-cinema-2008.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-1830875292382982775</guid><pubDate>Thu, 01 Jan 2009 21:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:27:35.789-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Periódicos</category><title>Periódicos: poesias anteriores</title><description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O nosso mundo&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos     &lt;br /&gt;Como um divino vinho de Falerno     &lt;br /&gt;Poisando em ti o meu olhar eterno     &lt;br /&gt;Como poisam as folhas sobre os lagos...     &lt;br /&gt;Os meus sonhos agora são mais vagos     &lt;br /&gt;O teu olhar em mim, hoje é mais terno...     &lt;br /&gt;E a Vida já não é o rubro inferno     &lt;br /&gt;Todo fantasmas tristes e presságios!     &lt;br /&gt;A Vida, meu amor, quero vivê-la!     &lt;br /&gt;Na mesma taça erguida em tuas mãos,     &lt;br /&gt;Bocas unidas hemos de bebê-la!     &lt;br /&gt;Que importa o mundo e as ilusões defuntas?...     &lt;br /&gt;Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?...     &lt;br /&gt;O mundo, Amor! ... As nossas bocas juntas!...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img border="1" alt="" src="http://catarinia.no.sapo.pt/Universo%20Catariniano/florbela_espanca.JPG" width="100" /&gt;     &lt;br /&gt;Florbela Espanca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;3:30 A.M. Conversation &lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;at 3:30 a.m. in the morning     &lt;br /&gt;a door opens     &lt;br /&gt;and feet come down the hall     &lt;br /&gt;moving a body,     &lt;br /&gt;and there is a knock     &lt;br /&gt;and you put down your beer     &lt;br /&gt;and answer.     &lt;br /&gt;god damn it, she says,     &lt;br /&gt;dont' you ever sleep?     &lt;br /&gt;and she walks in     &lt;br /&gt;her hair in curlers     &lt;br /&gt;and herself in a silk robe     &lt;br /&gt;covered with rabbits and birds     &lt;br /&gt;and she has brought her own bottle     &lt;br /&gt;to which you splendidly add     &lt;br /&gt;2 glasses;     &lt;br /&gt;her husband, she says, is in Florida     &lt;br /&gt;and the sister sends her money and dresses and she has been looking for a job     &lt;br /&gt;for 32 days.     &lt;br /&gt;you tell her     &lt;br /&gt;you are a jockey's agent and a     &lt;br /&gt;writer of jazz and love songs,     &lt;br /&gt;and after a couple of drinks     &lt;br /&gt;she doesn't bother to cover     &lt;br /&gt;her legs     &lt;br /&gt;with the edge of the robe     &lt;br /&gt;that keeps falling away.     &lt;br /&gt;they are not bad legs at all,     &lt;br /&gt;in fact, very good legs,     &lt;br /&gt;and soon your are kissing a     &lt;br /&gt;head full of curlers.     &lt;br /&gt;and the rabbits are beginning     &lt;br /&gt;to wink, and Florida is a long way     &lt;br /&gt;away, and she says we are not strangers     &lt;br /&gt;really because shes has seem me     &lt;br /&gt;in the hall.     &lt;br /&gt;and finally     &lt;br /&gt;there is very little     &lt;br /&gt;to say.&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;TRADUÇÃO:&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Conversa às Três e Meia da Madrugada      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;às três e meia da madrugada     &lt;br /&gt;a porta se abre     &lt;br /&gt;e há passos na entrada     &lt;br /&gt;que trazem um corpo,     &lt;br /&gt;e uma batida     &lt;br /&gt;e você repousa a cerveja     &lt;br /&gt;e vai ver quem é. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;com os diabos, ela diz,    &lt;br /&gt;você não dorme nunca?     &lt;br /&gt;e ela entra     &lt;br /&gt;com o cabelo nos rolinhos     &lt;br /&gt;e num robe de seda     &lt;br /&gt;estampado de coelho e passarinho     &lt;br /&gt;e ela trouxe a sua própria garrafa     &lt;br /&gt;à qual você gloriosamente acrescenta     &lt;br /&gt;2 copos;     &lt;br /&gt;o marido, ela diz, está na Flórida     &lt;br /&gt;e a irmã manda dinheiro e vestidos para ela,     &lt;br /&gt;e ela tem estado procurando emprego     &lt;br /&gt;nos últimos 32 dias.     &lt;br /&gt;você diz a ela     &lt;br /&gt;que é um cambista de jóquei e     &lt;br /&gt;um compositor de jazz e canções românticas,     &lt;br /&gt;e depois de uns dois copos     &lt;br /&gt;ela não se preocupa com cobrir     &lt;br /&gt;as pernas     &lt;br /&gt;com a beira do robe     &lt;br /&gt;que está sempre caindo.     &lt;br /&gt;não são pernas nada feias,     &lt;br /&gt;na verdade são pernas ótimas,     &lt;br /&gt;e logo você está beijando uma     &lt;br /&gt;cabeça cheia de rolinhos,     &lt;br /&gt;e os coelhos estão começando a     &lt;br /&gt;piscar, e a Flórida é longe, e ela diz     &lt;br /&gt;que não somos realmente estranhos     &lt;br /&gt;porque ela tem me visto na entrada.     &lt;br /&gt;e finalmente     &lt;br /&gt;há muito pouca coisa     &lt;br /&gt;para dizer. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SnStWxo-N7I/AAAAAAAAA1Q/9A1x1O-RplE/s1600-h/bukowski%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="bukowski" border="0" alt="bukowski" src="http://lh4.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SnStYUbmuRI/AAAAAAAAA1U/3GUSh6r451Q/bukowski_thumb.jpg?imgmax=800" width="124" height="96" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;Charles Bukowski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Morte&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;Terna como esta manhã     &lt;br /&gt;Fria e mansa como a água     &lt;br /&gt;Era triste, pois que era lúgubre     &lt;br /&gt;Era certa, pois nunca errava     &lt;br /&gt;E era bonita sua chegada     &lt;br /&gt;Na densa escuridão     &lt;br /&gt;Vinha como curvada&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Amedrontava    &lt;br /&gt;Mas não punha susto     &lt;br /&gt;Tinha olhos, ou não tinha     &lt;br /&gt;Tinha mãos, que não senti     &lt;br /&gt;Mais não sei     &lt;br /&gt;Nada vi     &lt;br /&gt;Fui coberto de interiores e uma estranha sensação&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Senti pesado o coração    &lt;br /&gt;Afundar-se em mim     &lt;br /&gt;Então eu a vislumbrei     &lt;br /&gt;Não com os olhos     &lt;br /&gt;Com a alma ou com o que quer que seja     &lt;br /&gt;Sem resistir     &lt;br /&gt;Deixei-me carregar no cardo     &lt;br /&gt;Deixei-me sucumbir     &lt;br /&gt;Como num forte amor     &lt;br /&gt;E fiquei por muito tempo assim     &lt;br /&gt;Na minha infinita paz     &lt;br /&gt;No seu imenso langor     &lt;br /&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SnStavxxcOI/AAAAAAAAA1Y/UqSFc1wngT0/s1600-h/grainn%5B3%5D.gif"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="grainn" border="0" alt="grainn" src="http://lh5.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SnStdIJkp9I/AAAAAAAAA1c/faN8sDQo12Y/grainn_thumb.gif?imgmax=800" width="204" height="244" /&gt;&lt;/a&gt;     &lt;br /&gt;[protopoesia]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Amor que morre&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;O nosso amor morreu... Quem o diria!     &lt;br /&gt;Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,     &lt;br /&gt;Ceguinha de te ver, sem ver a conta     &lt;br /&gt;Do tempo que passava, que fugia!     &lt;br /&gt;Bem estava a sentir que ele morria...     &lt;br /&gt;E outro clarão, ao longe, já desponta!     &lt;br /&gt;Um engano que morre... e logo aponta     &lt;br /&gt;A luz doutra miragem fugidia...     &lt;br /&gt;Eu bem sei, meu Amor, que pra viver     &lt;br /&gt;São precisos amores, pra morrer,     &lt;br /&gt;E são precisos sonhos pra partir.     &lt;br /&gt;E bem sei, meu Amor, que era preciso     &lt;br /&gt;Fazer do amor que parte o claro riso     &lt;br /&gt;De outro amor impossível que há de vir!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img border="1" hspace="5" alt="D" src="http://catarinia.no.sapo.pt/Universo%20Catariniano/florbela_espanca.JPG" width="100" /&gt;Florbela Espanca (&lt;em&gt;Reliquiae&lt;/em&gt;, 1931)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;A cacimba&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;Tá vendo aquela cacimba     &lt;br /&gt;lá na bêra do riacho,     &lt;br /&gt;im riba da ribanceira,     &lt;br /&gt;qui fica, assim, pru dibáxo     &lt;br /&gt;de um pé de tamarinêra.     &lt;br /&gt;Pois, um magóte de môça     &lt;br /&gt;quage toda manhanzinha,     &lt;br /&gt;foima, assim, aquela tuia,     &lt;br /&gt;na bêra da cacimbinha     &lt;br /&gt;prá tumar banho de cuia.     &lt;br /&gt;Eu não sei pru quê razão,     &lt;br /&gt;as águas dessa nacente,     &lt;br /&gt;as águas que ali se vê,     &lt;br /&gt;tem um gosto diferente     &lt;br /&gt;das cacimbas de bêbê...     &lt;br /&gt;As águas da cacimbinha     &lt;br /&gt;tem um gôsto mais mió.     &lt;br /&gt;Nem sargada, nem insôça...     &lt;br /&gt;Tem um gostim do suó     &lt;br /&gt;do suvaco déssas môça...     &lt;br /&gt;Quando eu vejo éssa cacimba,     &lt;br /&gt;qui inspio a minha cara     &lt;br /&gt;e a cara torno a inspiá,     &lt;br /&gt;naquelas águas quiláras,     &lt;br /&gt;Pego logo a desejá...     &lt;br /&gt;... Desejo, prá quê negá?     &lt;br /&gt;Desejo ser um caçote,     &lt;br /&gt;cum dois óio dêsse tamanho     &lt;br /&gt;Prá ver aquele magóte     &lt;br /&gt;de môça tumando banho! &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img border="1" hspace="5" alt="D" src="http://www.ablc.com.br/imagens/historia/cordelista_zedaluz.gif" width="100" /&gt;Zé da Luz (1904-1965, Arcoverde-PE)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="6"&gt;&lt;/a&gt;Elle est retrouvée!     &lt;br /&gt;Quoi? L' éternité.     &lt;br /&gt;C est la mar mêlée     &lt;br /&gt;Au soleil&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mon âme éternelle,    &lt;br /&gt;Observe ton voeu     &lt;br /&gt;Malgré la nuit seule     &lt;br /&gt;Et le jour en feu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Donc tu te dégages    &lt;br /&gt;Des humains suffrages,     &lt;br /&gt;Des communs élans!     &lt;br /&gt;Tu voles selon...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;— Jamais l' ésperance.    &lt;br /&gt;Pas d' oríetur.     &lt;br /&gt;Science et patience,     &lt;br /&gt;Le suplice est sur.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Plus de lendemain,    &lt;br /&gt;Braises de satin,     &lt;br /&gt;Votre ardeur     &lt;br /&gt;C' ést le devoir. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Elle est retrouvée!    &lt;br /&gt;— Quoi? — L' éternité.     &lt;br /&gt;C' est la mer mêlée     &lt;br /&gt;Au soleil.     &lt;br /&gt;Tradução de Claudio Daniel:     &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela foi encontrada!      &lt;br /&gt;Quem? A eternidade.       &lt;br /&gt;É o mar misturado       &lt;br /&gt;Ao sol.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Minha alma imortal,      &lt;br /&gt;Cumpre a tua jura       &lt;br /&gt;Seja o sol estival       &lt;br /&gt;Ou a noite pura.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Pois tu me liberas      &lt;br /&gt;Das humanas quimeras,       &lt;br /&gt;Dos anseios vãos!       &lt;br /&gt;Tu voas então...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;— Jamais a esperança.      &lt;br /&gt;Sem movimento.       &lt;br /&gt;Ciência e paciência,       &lt;br /&gt;O suplício é lento.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Que venha a manhã,      &lt;br /&gt;Com brasas de satã,       &lt;br /&gt;O dever       &lt;br /&gt;É vosso ardor.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Ela foi encontrada!      &lt;br /&gt;Quem? A eternidade.       &lt;br /&gt;É o mar misturado       &lt;br /&gt;Ao sol.&lt;/em&gt;     &lt;br /&gt;&lt;img border="1" hspace="5" alt="D" src="http://palavraguda.files.wordpress.com/2007/10/65.jpg" width="100" /&gt;j.-n. a. rimbaud (1871)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="7"&gt;&lt;/a&gt;Não estamos alegres,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;é certo,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;mas também por que razão&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;haveríamos de ficar tristes?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O mar da história&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;é agitado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As ameaças&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;e as guerras&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;havemos de atravessá-las,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;rompê-las ao meio,&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;cortando-as&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;como uma quilha corta&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;as ondas.    &lt;br /&gt;&lt;img border="1" hspace="5" alt="D" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:WuIdveDB6OFOfM:http://www.rodolpheviemont.com/images/gallerie/Maiakovski.jpg" width="122" /&gt;v. maiakovski (1927)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="8"&gt;&lt;/a&gt;deus     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; algum     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; indu     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; ogum     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; vishnu     &lt;br /&gt;precisa     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; da tua prece&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;tua pressa    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; pessoa     &lt;br /&gt;só teu pulso     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; acelera&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;você padece    &lt;br /&gt;padecer     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; te resta&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;tudo    &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; um belo dia     &lt;br /&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; desaparece&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SnStfDu9xtI/AAAAAAAAA1g/X-Oj4tfi5T0/s1600-h/leminski%5B3%5D.png"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="leminski" border="0" hspace="5" alt="leminski" src="http://lh6.ggpht.com/_D8aB8iDqNs8/SnStgGXt76I/AAAAAAAAA1k/Jf3M23pvXWo/leminski_thumb.png?imgmax=800" width="84" height="104" /&gt;&lt;/a&gt;polonaises, p. leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="9"&gt;&lt;/a&gt;Sonhos&lt;strong&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Ter um sonho, um sonho lindo,     &lt;br /&gt;Noite branda de luar,     &lt;br /&gt;Que se sonhasse a sorrir…     &lt;br /&gt;Que se sonhasse a chorar…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ter um sonho, que nos fosse    &lt;br /&gt;A vida, a luz, o alento,     &lt;br /&gt;Que a sonhar beijasse doce     &lt;br /&gt;A nossa boca… um lamento…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ser pra nós o guia, o norte,    &lt;br /&gt;Na vida o único trilho;     &lt;br /&gt;E depois ver vir a morte&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Despedaçar esses laços!…    &lt;br /&gt;…É pior que ter um filho     &lt;br /&gt;Que nos morresse nos braços!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img border="1" src="http://catarinia.no.sapo.pt/Universo%20Catariniano/florbela_espanca.JPG" width="100" /&gt;     &lt;br /&gt;Florbela Espanca (&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Trocando Olhares - 12/08/1916)&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;blockquote&gt;     &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;   &lt;/blockquote&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="10"&gt;&lt;/a&gt;Todas as Cartas de Amor são Ridículas&lt;strong&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Todas as cartas de amor são     &lt;br /&gt;Ridículas.     &lt;br /&gt;Não seriam cartas de amor se não fossem     &lt;br /&gt;Ridículas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Também escrevi em meu tempo cartas de amor,    &lt;br /&gt;Como as outras,     &lt;br /&gt;Ridículas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As cartas de amor, se há amor,    &lt;br /&gt;Têm de ser     &lt;br /&gt;Ridículas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas, afinal,    &lt;br /&gt;Só as criaturas que nunca escreveram     &lt;br /&gt;Cartas de amor     &lt;br /&gt;É que são     &lt;br /&gt;Ridículas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quem me dera no tempo em que escrevia    &lt;br /&gt;Sem dar por isso     &lt;br /&gt;Cartas de amor     &lt;br /&gt;Ridículas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A verdade é que hoje    &lt;br /&gt;As minhas memórias     &lt;br /&gt;Dessas cartas de amor     &lt;br /&gt;É que são     &lt;br /&gt;Ridículas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;(Todas as palavras esdrúxulas,    &lt;br /&gt;Como os sentimentos esdrúxulos,     &lt;br /&gt;São naturalmente     &lt;br /&gt;Ridículas.)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img border="1" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/02/216_2310-Fernando-Pessoa.jpg" width="100" /&gt;     &lt;br /&gt;Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa)&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;**&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="11"&gt;&lt;/a&gt;maldito     &lt;br /&gt;o que não deixa cantar     &lt;br /&gt;o canto é fraco&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;maldito    &lt;br /&gt;o que não deixa cantar     &lt;br /&gt;o canto é forte&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;maldito    &lt;br /&gt;o que não deixa cantar     &lt;br /&gt;o canto gera outro canto&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;maldito    &lt;br /&gt;o que não deixa cantar     &lt;br /&gt;o canto nunca deixa de cantar&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.ctts.dcu.ie/pleminski.jpg" width="100" /&gt;&lt;/em&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Paulo Leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="12"&gt;&lt;/a&gt;VII     &lt;br /&gt;(em &lt;em&gt;Manhã&lt;/em&gt; em &lt;em&gt;Cem sonetos de amor&lt;/em&gt;)&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&amp;quot;Vendrás conmigo&amp;quot; —dije— sin que nadie supiera    &lt;br /&gt;dónde y cómo latía mi estado doloroso,     &lt;br /&gt;y para mí no había clavel ni barcarola,     &lt;br /&gt;nada sino una herida por el amor abierta. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Repetí: ven conmigo, como si me muriera,    &lt;br /&gt;y nadie vio en mi boca la luna que sangraba,     &lt;br /&gt;nadie vio aquella sangre que subía al silencio.     &lt;br /&gt;Oh amor ahora olvidemos la estrella con espinas! &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por eso cuando oí que tu voz repetía    &lt;br /&gt;&amp;quot;Vendrás conmigo&amp;quot; —fue como si desataras     &lt;br /&gt;dolor, amor, la furia del vino encarcelado &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;que desde su bodega sumergida subiera    &lt;br /&gt;y otra vez en mi boca sentí un sabor de llama,     &lt;br /&gt;de sangre y de claveles, de piedra y quemadura. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tradución:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;quot;VIRÁS comigo&amp;quot;, disse, sem que ninguém soubesse    &lt;br /&gt;onde e como pulsava meu estado doloroso     &lt;br /&gt;e para mim não havia cravo nem barcarola,     &lt;br /&gt;nada senão uma ferida pelo amor aberta&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Repeti: vem comigo, como se morresse,    &lt;br /&gt;e ninguém viu em minha boca a lua que sangrava,     &lt;br /&gt;ninguém viu aquele sangue que subia ao silêncio.     &lt;br /&gt;Oh amor, agora esqueçamos a estrela com pontas!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por isso quando ouvi que tua voz repetia    &lt;br /&gt;&amp;quot;Virás comigo&amp;quot;, foi como se desatasses     &lt;br /&gt;dor, amor, a fúria do vinho encarcerado&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;que de sua cantina submergida soubesse    &lt;br /&gt;e outra vez em minha boca senti um sabor de chama,     &lt;br /&gt;de sangue e cravos, de pedra e queimadura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="Mário" src="http://jaquinzinhopeixeiro.no.sapo.pt/pablo_neruda.jpg" width="100" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;     &lt;br /&gt;Pablo Neruda&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="13"&gt;&lt;/a&gt;Canção do amor imprevisto&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Eu sou um homem fechado.    &lt;br /&gt;O mundo me tornou egoísta e mau.     &lt;br /&gt;E a minha poesia é um vício triste,     &lt;br /&gt;Desesperado e solitário     &lt;br /&gt;Que eu faço tudo por abafar.     &lt;br /&gt;Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,     &lt;br /&gt;Com o teu passo leve,     &lt;br /&gt;Com esses teus cabelos...     &lt;br /&gt;E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender     &lt;br /&gt;nada, numa alegria atônita...     &lt;br /&gt;A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil     &lt;br /&gt;Aonde viessem pousar os passarinhos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="Mário" src="http://www.flickr.com/photos/1016457_a589bb68de_o.jpg" width="100" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;     &lt;br /&gt;Mário Quintana&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="14"&gt;&lt;/a&gt;.41&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Por que insistes em querer achar a mentira?    &lt;br /&gt;Se tão somente confissões eu te remeto.     &lt;br /&gt;Que tanto presumes que faço da vida?     &lt;br /&gt;Quando inda fere-me na mão a ponto do teu seio.     &lt;br /&gt;Por que me maltratas, quando não me assassinas?     &lt;br /&gt;De certo, desentedia-te com meu aperreio.     &lt;br /&gt;Queres, pois, minha espuma, meu desassossego     &lt;br /&gt;E assim mesmo, receio, por essa alma que me paralisa.     &lt;br /&gt;Quando resolveres ter novo plano     &lt;br /&gt;De talvez fazer muito de mim     &lt;br /&gt;Quem sabe amarás sem espanto     &lt;br /&gt;Quem sabe tu vens de novo aqui.     &lt;br /&gt;Para cometermos o mesmo lerdo engano     &lt;br /&gt;De nos ferir por debaixo dos panos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="15"&gt;&lt;/a&gt;Cântico&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Não, tu não és um sonho, és a existência    &lt;br /&gt;Tens carne, tens fadiga e tens pudor     &lt;br /&gt;No calmo peito teu. Tu és a estrela     &lt;br /&gt;Sem nome, és a morada, és a cantiga     &lt;br /&gt;Do amor, és luz, és lírio, namorada!     &lt;br /&gt;Tu és todo o esplendor, o último claustro     &lt;br /&gt;Da elegia sem fim, anjo! mendiga     &lt;br /&gt;Do triste verso meu. Ah, fosses nunca     &lt;br /&gt;Minha, fosses a idéia, o sentimento     &lt;br /&gt;Em mim, fosses a aurora, o céu da aurora     &lt;br /&gt;Ausente, amiga, eu não te perderia!     &lt;br /&gt;Amada! onde te deixas, onde vagas     &lt;br /&gt;Entre as vagas flores? e por que dormes     &lt;br /&gt;Entre os vagos rumores do mar? Tu     &lt;br /&gt;Primeira, última, trágica, esquecida     &lt;br /&gt;De mim! És linda, és alta! és sorridente     &lt;br /&gt;És como o verde do trigal maduro     &lt;br /&gt;Teus olhos têm a cor do firmamento     &lt;br /&gt;Céu castanho da tarde – são teus olhos!     &lt;br /&gt;Teu passo arrasta a doce poesia     &lt;br /&gt;Do amor! prende o poema em forma e cor     &lt;br /&gt;No espaço; para o astro do poente     &lt;br /&gt;És o levante, és o Sol! eu sou o giro     &lt;br /&gt;O giro, o girassol. És a soberba     &lt;br /&gt;Também, a jovem rosa purpurina     &lt;br /&gt;És rápida também, como a andorinha!     &lt;br /&gt;Doçura! lisa e murmurante... a água     &lt;br /&gt;Que corre no chão morno da montanha     &lt;br /&gt;És tu; tens muitas emoções; o pássaro     &lt;br /&gt;Do trópico inventou teu meigo nome     &lt;br /&gt;Duas vezes, de súbito encantado!     &lt;br /&gt;Dona do meu amor! sede constante     &lt;br /&gt;Do meu corpo de homem! melodia     &lt;br /&gt;Da minha poesia extraordinária!     &lt;br /&gt;Por que me arrastas? Por que me fascinas?     &lt;br /&gt;Por que me ensinas a morrer? teu sonho     &lt;br /&gt;Me leva o verso à sombra e à claridade.     &lt;br /&gt;Sou teu irmão, és minha irmã; padeço     &lt;br /&gt;De ti, sou teu cantor humilde e terno     &lt;br /&gt;Teu silêncio, teu trêmulo sossego     &lt;br /&gt;Triste, onde se arrastam nostalgias     &lt;br /&gt;Melancólicas, ah, tão melancólicas...     &lt;br /&gt;Amiga, entra de súbito, pergunta     &lt;br /&gt;Por mim, se eu continuo a amar-te; ri     &lt;br /&gt;Esse riso que é tosse de ternura     &lt;br /&gt;Carrega-me em teu seio, louca! sinto     &lt;br /&gt;A infância em teu amor! cresçamos juntos     &lt;br /&gt;Como se fora agora, e sempre; demos     &lt;br /&gt;Nomes graves às coisas impossíveis     &lt;br /&gt;Recriemos a mágica do sonho     &lt;br /&gt;Lânguida! ah, que o destino nada pode     &lt;br /&gt;Contra esse teu langor; és o penúltimo     &lt;br /&gt;Lirismo! encosta a tua face fresca     &lt;br /&gt;Sobre o meu peito nu, ouves? é cedo     &lt;br /&gt;Quanto mais tarde for, mais cedo! a calma     &lt;br /&gt;É o último suspiro da poesia     &lt;br /&gt;O mar é nosso, a rosa tem seu nome     &lt;br /&gt;E recende mais pura ao seu chamado.     &lt;br /&gt;Julieta! Carlota! Beatriz!     &lt;br /&gt;Oh, deixa-me brincar, que te amo tanto     &lt;br /&gt;Que se não brinco, choro, e desse pranto     &lt;br /&gt;Desse pranto sem dor, que é o único amigo     &lt;br /&gt;Das horas más em que não estás comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.radio.usp.br/imagens/vinicius01.jpg" width="100" /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Vinícius de Moraes&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="16"&gt;&lt;/a&gt;Poema De Sete Faces&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Quando nasci, um anjo torto    &lt;br /&gt;desses que vivem na sombra     &lt;br /&gt;disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As casas espiam os homens    &lt;br /&gt;que correm atrás de mulheres.     &lt;br /&gt;A tarde talvez fosse azul,     &lt;br /&gt;não houvesse tantos desejos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O bonde passa cheio de pernas:    &lt;br /&gt;pernas brancas pretas amarelas.     &lt;br /&gt;Para que tanta perna, meu Deus,     &lt;br /&gt;pergunta meu coração.     &lt;br /&gt;Porém meus olhos     &lt;br /&gt;não perguntam nada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O homem atrás do bigode    &lt;br /&gt;é sério, simples e forte.     &lt;br /&gt;Quase não conversa.     &lt;br /&gt;Tem poucos , raros amigos     &lt;br /&gt;o homem atrás dos óculos e do bigode.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Meu Deus, por que me abandonaste    &lt;br /&gt;se sabias que eu não era Deus     &lt;br /&gt;se sabias que eu era fraco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mundo mundo vasto mundo    &lt;br /&gt;se eu me chamasse Raimundo,     &lt;br /&gt;seria uma rima, não seria uma solução.     &lt;br /&gt;Mundo mundo vasto mundo,     &lt;br /&gt;mais vasto é meu coração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu não devia te dizer    &lt;br /&gt;mas essa lua     &lt;br /&gt;mas esse conhaque     &lt;br /&gt;botam a gente comovido como o diabo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img border="1" src="http://sensorialtrip.files.wordpress.com/2007/08/drummond.jpg" width="100" /&gt;     &lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;( Antologia da Nova Poesia Brasileira    &lt;br /&gt;J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1948 )&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="17"&gt;&lt;/a&gt;Bilhete&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se tu me amas, ama-me baixinho    &lt;br /&gt;Não o grites de cima dos telhados     &lt;br /&gt;Deixa em paz os passarinhos     &lt;br /&gt;Deixa em paz a mim!     &lt;br /&gt;Se me queres,     &lt;br /&gt;enfim,     &lt;br /&gt;tem de ser bem devagarinho, Amada,     &lt;br /&gt;que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" src="http://www.flickr.com/photos/1016457_a589bb68de_o.jpg" width="100" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;     &lt;br /&gt;Mário Quintana&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;**&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="18"&gt;&lt;/a&gt;Poema da Agressividade&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Eu queria querer você sem chance    &lt;br /&gt;Sem conseguir te evitar por pudor,     &lt;br /&gt;Te querer tal e qual um animal     &lt;br /&gt;Que precisa e não abre mão de precisar.     &lt;br /&gt;Te amar não basta,     &lt;br /&gt;Eu queria te atacar:     &lt;br /&gt;Ser muito mais instinto     &lt;br /&gt;Que mero desejo...     &lt;br /&gt;Ser menos humana,     &lt;br /&gt;Cultural.     &lt;br /&gt;Queria ser natural     &lt;br /&gt;E desumanamente sincera&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/10/05/05_MHG_retv_che.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/10/05/05_MHG_retv_che.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" src="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/images/20060417-monica.jpg" width="100" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;         &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mônica Buarque&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="19"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Eu sei! Eu sei!      &lt;br /&gt;Se sair daqui, o rio me engolirá...       &lt;br /&gt;É o meu destino: hoje devo morrer!       &lt;br /&gt;Mas não, a força de vontade pode superar tudo       &lt;br /&gt;Há obstáculos, eu reconheço       &lt;br /&gt;Não quero sair.       &lt;br /&gt;Se tenho que morrer, será nesta caverna.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;As balas, o que podem as balas fazer comigo      &lt;br /&gt;se meu destino é morrer afogado? Mas vou       &lt;br /&gt;vencer o destino. O destino pode ser       &lt;br /&gt;conseguido pela força de vontade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Morrer, sim, mas crivado de      &lt;br /&gt;balas, destroçado pelas baionetas, se não, não. Afogado não...       &lt;br /&gt;Uma recordação mais duradoura do que meu nome       &lt;br /&gt;É lutar, morrer lutando.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/10/05/05_MHG_retv_che.jpg"&gt;&lt;img border="1" alt="che" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/10/05/05_MHG_retv_che.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;       &lt;br /&gt;Ernesto Guevara (17 de janeiro de 1947)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="20"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;O inútil luar&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;É noite. A Lua, ardente e terna,      &lt;br /&gt;Verte na solidão sombria       &lt;br /&gt;A sua imensa, a sua eterna       &lt;br /&gt;Melancolia . . .       &lt;br /&gt;Dormem as sombras na alameda       &lt;br /&gt;Ao longo do ermo Piabanha.       &lt;br /&gt;E dele um ruído vem de seda       &lt;br /&gt;Que se amarfanha . . .       &lt;br /&gt;No largo, sob os jambolanos,       &lt;br /&gt;Procuro a sombra embalsamada.       &lt;br /&gt;(Noite, consolo dos humanos!       &lt;br /&gt;Sombra sagrada!)       &lt;br /&gt;Um velho senta-se ao meu lado.       &lt;br /&gt;Medita. Há no seu rosto uma ânsia . . .       &lt;br /&gt;Talvez se lembre aqui, coitado!       &lt;br /&gt;De sua infância.       &lt;br /&gt;Ei-lo que saca de um papel . . .       &lt;br /&gt;Dobra-o direito, ajusta as pontas,       &lt;br /&gt;E pensativo, a olhar o anel,       &lt;br /&gt;Faz umas contas . . .       &lt;br /&gt;Com outro moço que se cala,       &lt;br /&gt;Fala um de compleição raquítica.       &lt;br /&gt;Presto atenção ao que ele fala:       &lt;br /&gt;— É de política.       &lt;br /&gt;Adiante uma senhora magra,       &lt;br /&gt;Em ampla charpa que a modela,       &lt;br /&gt;Lembra uma estátua de Tanagra.       &lt;br /&gt;E, junto dela,       &lt;br /&gt;Outra a entretém, a conversar:       &lt;br /&gt;— &amp;quot;Mamãe não avisou se vinha.       &lt;br /&gt;Se ela vier, mando matar       &lt;br /&gt;Uma galinha.&amp;quot;       &lt;br /&gt;E embalde a Lua, ardente e terna,       &lt;br /&gt;Verte na solidão sombria       &lt;br /&gt;A sua imensa, a sua eterna       &lt;br /&gt;Melancolia . . .&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/manubandeira-thumb.jpg" width="100" /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Manuel Bandeira&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="21"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Soneto de Separação&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;De repente do riso fez-se o pranto      &lt;br /&gt;Silencioso e branco como a bruma       &lt;br /&gt;E das bocas unidas fez-se a espuma       &lt;br /&gt;E das mãos espalmadas fez-se o espanto.       &lt;br /&gt;De repente da calma fez-se o vento       &lt;br /&gt;Que dos olhos desfez a última chama       &lt;br /&gt;E da paixão fez-se o pressentimento       &lt;br /&gt;E do momento imóvel fez o drama.       &lt;br /&gt;De repente, não mais que de repente       &lt;br /&gt;Fez-se de triste o que se fez amante       &lt;br /&gt;E de sozinho o que se fez contente       &lt;br /&gt;Fez-se do amigo próximo o distante       &lt;br /&gt;Fez-se da vida uma aventura errante       &lt;br /&gt;De repente, não mais que de repente.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.radio.usp.br/imagens/vinicius01.jpg" width="100" /&gt;       &lt;br /&gt;Vinícius de Moraes&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="22"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Parada Cardíaca&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Essa minha secura&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;essa falta de sentimento&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;não tem ninguém que segure&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;vem de dentro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Vem da zona escura&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;donde vem o que sinto&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;sinto muito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;sentir é muito lento&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.ctts.dcu.ie/pleminski.jpg" width="100" /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Paulo Leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="23"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Amiga, no te mueras&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Amiga, no te mueras.      &lt;br /&gt;Óyeme estas palabras que me salen ardiendo,       &lt;br /&gt;y que nadie diría si yo no las dijera.       &lt;br /&gt;Amiga, no te mueras.       &lt;br /&gt;Yo soy el que te espera en la estrellada noche.       &lt;br /&gt;El que bajo el sangriento sol poniente te espera.       &lt;br /&gt;Miro caer los frutos en la tierra sombría.       &lt;br /&gt;Miro bailar las gotas del rocío en las hierbas.       &lt;br /&gt;En la noche al espeso perfume de las rosas,       &lt;br /&gt;cuando danza la ronda de las sombras inmensas.       &lt;br /&gt;Bajo el cielo del Sur, el que te espera cuando       &lt;br /&gt;el aire de la tarde como una boca besa.       &lt;br /&gt;Amiga, no te mueras.       &lt;br /&gt;Yo soy el que cortó las guirnaldas rebeldes       &lt;br /&gt;para el lecho selvático fragante a sol y a selva.       &lt;br /&gt;El que trajo en los brazos jacintos amarillos.       &lt;br /&gt;Y rosas desgarradas. Y amapolas sangrientas.       &lt;br /&gt;El que cruzó los brazos por esperarte, ahora.       &lt;br /&gt;El que quebró sus arcos. El que dobló sus flechas.       &lt;br /&gt;Yo soy el que en los labios guarda sabor de uvas.       &lt;br /&gt;Racimos refregados. Mordeduras bermejas.       &lt;br /&gt;El que te llama desde las llanuras brotadas.       &lt;br /&gt;Yo soy el que en la hora del amor te desea.       &lt;br /&gt;El aire de la tarde cimbra las ramas altas.       &lt;br /&gt;Ebrio, mi corazón. bajo Dios, tambalea.       &lt;br /&gt;El río desatado rompe a llorar y a veces       &lt;br /&gt;se adelgaza su voz y se hace pura y trémula.       &lt;br /&gt;Retumba, atardecida, la queja azul del agua.       &lt;br /&gt;Amiga, no te mueras!       &lt;br /&gt;Yo soy el que te espera en la estrellada noche,       &lt;br /&gt;sobre las playas áureas, sobre las rubias eras.       &lt;br /&gt;El que cortó jacintos para tu lecho, y rosas.       &lt;br /&gt;Tendido entre las hierbas yo soy el que te espera!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://blog.educastur.es/poesia/files/2007/04/foto.miniatura.jpg" /&gt;         &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Pablo Neruda&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="24"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;A volta da mulher morena&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Meus amigos, meus irmãos, cegai os olhos da mulher morena      &lt;br /&gt;Que os olhos da mulher morena estão me envolvendo       &lt;br /&gt;E estão me despertando de noite.       &lt;br /&gt;Meus amigos, meus irmãos, cortai os lábios da mulher morena       &lt;br /&gt;Eles são maduros e úmidos e inquietos       &lt;br /&gt;E sabem tirar a volúpia de todos os frios.       &lt;br /&gt;Meus amigos, meus irmãos, e vós que amais a poesia da minha alma       &lt;br /&gt;Cortai os peitos da mulher morena       &lt;br /&gt;Que os peitos da mulher morena sufocam o meu sono       &lt;br /&gt;E trazem cores tristes para os meus olhos.       &lt;br /&gt;Jovem camponesa que me namoras quando eu passo nas tardes       &lt;br /&gt;Traze-me para o contato casto de tuas vestes       &lt;br /&gt;Salva-me dos braços da mulher morena       &lt;br /&gt;Eles são lassos, ficam estendidos imóveis ao longo de mim       &lt;br /&gt;São como raízes recendendo resina fresca       &lt;br /&gt;São como dois silêncios que me paralisam.       &lt;br /&gt;Aventureira do Rio da Vida, compra o meu corpo da mulher morena       &lt;br /&gt;Livra-me do seu ventre como a campina matinal       &lt;br /&gt;Livra-me do seu dorso como a água escorrendo fria.       &lt;br /&gt;Branca avozinha dos caminhos, reza para ir embora a mulher morena       &lt;br /&gt;Reza para murcharem as pernas da mulher morena       &lt;br /&gt;Reza para a velhice roer dentro da mulher morena       &lt;br /&gt;Que a mulher morena está encurvando os meus ombros       &lt;br /&gt;E está trazendo tosse má para o meu peito.       &lt;br /&gt;Meus amigos, meus irmãos, e vós todos que guardais ainda meus últimos cantos       &lt;br /&gt;Dai (...) à mulher morena!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.radio.usp.br/imagens/vinicius01.jpg" width="100" /&gt;&lt;strong&gt;        &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Vinícius de Moraes&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="25"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;enchantagem      &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;de tanto não fazer nada      &lt;br /&gt;acabo de ser culpado de tudo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;esperanças, cheguei      &lt;br /&gt;tarde demais como uma lágrima&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;de tanto fazer tudo&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;&lt;em&gt;parecer perfeito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;você pode ficar louco      &lt;br /&gt;ou para todos os efeitos       &lt;br /&gt;suspeito       &lt;br /&gt;de ser verbo sem sujeito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;pense um pouco      &lt;br /&gt;beba bastante       &lt;br /&gt;depois me conte direito&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;que aconteça o contrário      &lt;br /&gt;custe o que custar       &lt;br /&gt;deseja       &lt;br /&gt;quem quer que seja       &lt;br /&gt;tem calendário de tristezas       &lt;br /&gt;celebrar&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;tanto evitar o inevitável      &lt;br /&gt;in vino veritas       &lt;br /&gt;me parece       &lt;br /&gt;verdade&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;o pau na vida      &lt;br /&gt;o vinagre       &lt;br /&gt;vinho suave&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;pense e te pareça      &lt;br /&gt;senão eu te invento por toda a eternidade&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.ctts.dcu.ie/pleminski.jpg" width="100" /&gt;&lt;strong&gt;        &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Paulo Leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="26"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Tome, Dr., esta tesoura, e... corte      &lt;br /&gt;Minha singularíssima pessoa.       &lt;br /&gt;Que importa a mim que a bicharia roa       &lt;br /&gt;Todo o meu coração, depois da morte?!       &lt;br /&gt;Ah! Um urubu pousou na minha sorte!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.releituras.com/biofotos/aanjos.jpg" width="100" /&gt;&lt;strong&gt;        &lt;br /&gt;Augusto dos Anjos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="27"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Aninha e suas pedras&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Não te deixes destruir...      &lt;br /&gt;Ajuntando novas pedras       &lt;br /&gt;e construindo novos poemas.       &lt;br /&gt;Recria tua vida, sempre, sempre.       &lt;br /&gt;Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.       &lt;br /&gt;Faz de tua vida mesquinha       &lt;br /&gt;um poema.       &lt;br /&gt;E viverás no coração dos jovens       &lt;br /&gt;e na memória das gerações que hão de vir.       &lt;br /&gt;Esta fonte é para uso de todos os sedentos.       &lt;br /&gt;Toma a tua parte.       &lt;br /&gt;Vem a estas páginas       &lt;br /&gt;e não entraves seu uso       &lt;br /&gt;aos que têm sede. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.lunaeamigos.com.br/gramatica/imagens/cora1.jpg" width="100" /&gt;       &lt;br /&gt;Cora Coralina       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="28"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Nunca havia imaginado&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Sem amor emprego trabalho&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Sem aula&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Namorada&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;A falta que me faz&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;O PC&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;*&lt;/em&gt;*&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="29"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Dos lábios que me beijaram,      &lt;br /&gt;Dos braços que me abraçaram       &lt;br /&gt;Já não me lembro, nem sei ...       &lt;br /&gt;São tantos os que me amaram !       &lt;br /&gt;São tantos os que eu amei !       &lt;br /&gt;Mas tu - que rude contraste !       &lt;br /&gt;Tu, que jamais me beijaste,       &lt;br /&gt;Tu, que jamais abracei,       &lt;br /&gt;Só tu, nesta alma, ficaste,       &lt;br /&gt;De todos os que eu amei.       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="0" alt="D" src="http://www.academia.org.br/abl/media/paulo_setubal.gif" width="100" /&gt;&lt;/em&gt;       &lt;br /&gt;Paulo Setúbal&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="30"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;poesia vã&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;deixe de sândice      &lt;br /&gt;que vão de poesia&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;em poesia não existe&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="31"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Erro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;Erro é teu. Amei-te um dia      &lt;br /&gt;Com esse amor passageiro       &lt;br /&gt;Que nasce na fantasia       &lt;br /&gt;E não chega ao coração;       &lt;br /&gt;Nem foi amor, foi apenas       &lt;br /&gt;Uma ligeira impressão;       &lt;br /&gt;Um querer indiferente,       &lt;br /&gt;Em tua presença vivo,       &lt;br /&gt;Morto, se estavas ausente.       &lt;br /&gt;E se ora me vês esquivo,       &lt;br /&gt;Se, como outrora, não vês       &lt;br /&gt;Meus incensos de poeta       &lt;br /&gt;Ir eu queimar a teus pés,       &lt;br /&gt;É que, — como obra de um dia,       &lt;br /&gt;Passou-me essa fantasia.       &lt;br /&gt;Para eu amar-te devias       &lt;br /&gt;Outra ser e não como eras.       &lt;br /&gt;Tuas frívolas quimeras,       &lt;br /&gt;Teu vão amor de ti mesma,       &lt;br /&gt;Essa pêndula gelada       &lt;br /&gt;Que chamavas coração,       &lt;br /&gt;Eram bem fracos liames       &lt;br /&gt;Para que a alma enamorada       &lt;br /&gt;Me conseguissem prender;       &lt;br /&gt;Foram baldados tentames,       &lt;br /&gt;Saiu contra ti o azar,       &lt;br /&gt;E embora pouca, perdeste       &lt;br /&gt;A glória de me arrastar       &lt;br /&gt;Ao teu carro...Vãs quimeras!       &lt;br /&gt;Para eu amar-te devias       &lt;br /&gt;Outra ser e não como eras...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2007/01/machado.jpg" width="100" /&gt;       &lt;br /&gt;Machado de Assis&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="32"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;nos demais o coração tem morada certa,      &lt;br /&gt;fica bem aqui dentro do peito,       &lt;br /&gt;mas para mim, a anatomia ficou louca,       &lt;br /&gt;eu... sou todo coração.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:WuIdveDB6OFOfM:http://www.rodolpheviemont.com/images/gallerie/Maiakovski.jpg" width="122" /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Vladimir Maiakovski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;**&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a name="33"&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.      &lt;br /&gt;A alma é quem estraga o amor.       &lt;br /&gt;Só em Deus ela pode encontrar satisfação.       &lt;br /&gt;Não em outra alma.       &lt;br /&gt;Só em Deus ou fora do mundo.       &lt;br /&gt;As almas são incomunicáveis.       &lt;br /&gt;Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.       &lt;br /&gt;Porque os corpos se entendem, mas as almas não.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;img border="1" alt="D" src="http://www.marcelomoutinho.com.br/blog/manubandeira-thumb.jpg" width="100" /&gt;       &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Manuel Bandeira&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-1830875292382982775?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6410064.post-8896901229868283319</guid><pubDate>Thu, 01 Jan 2009 20:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-12T01:25:34.024-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Periódicos: acervo</category><title>Periódicos: Acervo</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/07/vai-te-poesia.html"&gt;Vai-te, Poesia!&lt;/a&gt; José Gomes Ferreira&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/desejo-primeiro.html"&gt;Desejo primeiro&lt;/a&gt; Victor Hugo&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#1" target="_blank"&gt;O nosso mundo&lt;/a&gt; Florbela Espanca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#2" target="_blank"&gt;3:30 A.M. Conversation&lt;/a&gt; Charles Bukowski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#3" target="_blank"&gt;Morte&lt;/a&gt; protopoesia&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#4" target="_blank"&gt;Amor que morre&lt;/a&gt; Florbela Espanca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#5" target="_blank"&gt;A cacimba&lt;/a&gt; Zé da Luz&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#6" target="_blank"&gt;Elle est retrouvée&lt;/a&gt; Rimbaud&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#7" target="_blank"&gt;Não estamos alegres&lt;/a&gt; Maiakovski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#8" target="_blank"&gt;deus&lt;/a&gt; Paulo Leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#9" target="_blank"&gt;Sonhos&lt;/a&gt; Florbela Espanca&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#10" target="_blank"&gt;Todas as Cartas de Amor são Ridículas&lt;/a&gt; Álvaro de Campos&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#11" target="_blank"&gt;maldito&lt;/a&gt; Paulo Leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#12" target="_blank"&gt;VII&lt;/a&gt; Pablo Neruda&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#13" target="_blank"&gt;Canção do amor imprevisto&lt;/a&gt; Mário Quintana&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#14" target="_blank"&gt;.41&lt;/a&gt; protopoesia&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#15" target="_blank"&gt;Cântico&lt;/a&gt; Vinícius de Moraes&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#16" target="_blank"&gt;Poema De Sete Faces&lt;/a&gt; Carlos Drummond de Andrade&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#17" target="_blank"&gt;Bilhete&lt;/a&gt; Mário Quintana&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#18" target="_blank"&gt;Poema da Agressividade&lt;/a&gt; Mônica Buarque&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#19" target="_blank"&gt;Eu sei&lt;/a&gt; Ernesto Guevara&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#20" target="_blank"&gt;O inútil luar&lt;/a&gt; Manuel Bandeira&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#21" target="_blank"&gt;Soneto de Separação&lt;/a&gt; Vinícius de Moraes&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#22" target="_blank"&gt;Parada Cardíaca&lt;/a&gt; Paulo Leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#23" target="_blank"&gt;Amiga, no te mueras&lt;/a&gt; Pablo Neruda&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#24" target="_blank"&gt;A volta da mulher morena&lt;/a&gt; Vinícius de Moraes&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#25" target="_blank"&gt;enchantagem&lt;/a&gt; Paulo Leminski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#26" target="_blank"&gt;Tome, Dr., esta tesoura&lt;/a&gt; Augusto dos Anjos&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#27" target="_blank"&gt;Aninha e suas pedras&lt;/a&gt; Cora Coralina&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#28" target="_blank"&gt;Nunca havia imaginado&lt;/a&gt; protopoesia&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#29" target="_blank"&gt;Dos lábios que me beijaram&lt;/a&gt; Paulo Setúbal&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#30" target="_blank"&gt;poesia vã&lt;/a&gt; protopoesia&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#31" target="_blank"&gt;Erro&lt;/a&gt; Machado de Assis&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#32" target="_blank"&gt;nos demais o coração tem morada certa&lt;/a&gt; Maiakovski&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-poesias-anteriores.html#33" target="_blank"&gt;Se queres sentir a felicidade de amar&lt;/a&gt; Manuel Bandeira&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6410064-8896901229868283319?l=www.kakaroto.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.kakaroto.com.br/2009/01/periodicos-acervo.html</link><author>gleyson@kakaroto.com.br (Kakaroto)</author><thr:total>0</thr:total></item></channel></rss>