Carnaval de calçada
Violada na calçada da casa de Jovaas.. "nem tudo está perdido, amor"!
Violada na calçada da casa de Jovaas.. "nem tudo está perdido, amor"!
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Kakaroto
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2/17/2010 02:08:00 AM
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Ontem fui pego desprevenido.. enquanto procurava onde estavam as últimas partes de seus vídeos filmados em Montreal, fiquei sabendo da mais triste das notícias.. morreu, no começo deste ano, uma de minhas mais tenras paixões: Lhasa de Sela. Senti que tinha de homenageá-la de alguma forma aqui (ou mesmo somente dela lembrar, como faço agora), mas pensar em qualquer coisa para escrever mostrou-se pretensão além do meu alento, eis que passo agora apenas a traduzir o último press release oficial sobre aquela que alcunhei de Florbela Espanca da música:
Official press release
Para imediata publicação
Em Montreal, Canadá: Domingo, 3 de Janeiro de 2010
A cantora Lhasa de Sela faleceu em sua casa em Montreal na noite de primeiro de Janeiro de 2010, logo antes da meia-noite.
Ela sucumbiu a um câncer no seio depois de uma longa luta de vinte e um meses, a qual enfrentou com coragem e determinação.
Através deste difícil período, ela continuou a tocar as vidas daqueles ao redor dela com sua graça característica, beleza e humor. A sua força de vontade levou-a novamente para o estúdio de gravação, onde concluiu seu mais recente álbum, seguido pelo sucesso da gravação de seus principais lançamentos em Montreal, no Théatre Corona e em Paris, no Théâtre des Bouffes du Nord. Dois shows na Islândia em maio acabaram sendo seus últimos.
Ela foi forçada a cancelar uma longa turnê internacional agendada para o Outono de 2009. Um futuro álbum projetado com as canções de Victor Jara e Violeta Parra também foram descontinuados.
Lhasa de Sela nasceu em 27 de setembro de 1972, em Big Indian, Nova York.
A infância incomum de Lhasa foi marcada por longos períodos de vagueação nômade pelo México e pelos EUA, com seus pais e irmãs no ônibus escolar que faziam de casa. Durante este período, as crianças improvisavam, teatralmente e musicalmente, representando para seus pais todas as noites. Lhasa cresceu em um mundo impregnado com a descoberta artística, longe da cultura convencional.
Mais tarde Lhasa tornou-se a artista excepcional que o mundo inteiro descobriu em 1997 com La Llorona, seguido por The Living Road de 2003, e o auto-intitulado Lhasa de 2009. Estes três álbuns venderam mais de um milhão de cópias pelo mundo.
É difícil descrever a sua voz única e presença de palco, o que lhe rendeu status de ícone em muitos países ao redor do mundo, mas alguns jornalistas têm-na descrito como apaixonada/passional, sensual, indomável, terna, profunda, perturbadora, encantadora, hipnótica, silenciosa, poderosa , intensa, uma voz para todo o tempo.
Lhasa tinha uma forma única/singular de comunicação com seu público. Ela se atreveu a abrir seu coração no palco, permitindo que seu público experienciasse uma íntima conexão e comunhão com ela. Ela afetou profundamente e inspirou muitas pessoas pelas cidades e países que visitou.
Um velho amigo de Lhasa, Jules Beckman, ofereceu estas palavras:
"Nós sempre ouvimos algo ancestral vindo através dela. Ela sempre falou a partir do limiar entre os mundos, como se fora de seu tempo. Ela sempre cantou a tragédia humana e o triunfo, alienação e procura com uma sabedoria testemunhal. Ela colocou sua vida aos pés do Invisível ".
Lhasa deixa para trás seu companheiro Ryan, seus pais Alejandro e Alexandra, a madrasta Marybeth, seus 9 irmãos e irmãs (Gabriela, Samantha, Ayin, Sky, Miriam, Alex, Ben, Mischa e Éden), seus 16 sobrinhos e sobrinhas, seu gato Isaan, e inúmeros amigos, músicos e colegas que acompanharam-na ao longo de sua carreira, para não mencionar seus inúmeros admiradores em todo o mundo.
Sua família e amigos íntimos foram capazes de chorar em paz durante os últimos dois dias, e muito têm apreciado este período significativo de tranquila intimidade. Funeral e demais serviços serão cuidados particularmente.
Tem nevado por mais de 40 horas em Montreal desde a partida de Lhasa.
(Traduzido livremente a partir do “2010-01-03 - Press release”, disponível em <http://lhasadesela.com/lhasa_de_sela/menu.php?lang=en>, acesso em 11/01/2010).
Good bye, Lonely Spider
Serás siempre bella al mundo
Et aimé pour d'innombrables époques
…
“Lhasa de Sela: Live in Montreal”, a film by Vincent Moon:
1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7
Scène Glenmor - “De cara a la pared”:
"La celestina":
Festival d'été de Québec 2005 - “Pa'Llegar a tu Lado”:
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Kakaroto
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1/12/2010 09:51:00 PM
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Marcadores: Música
Aproveitando que neste naquele memorável dia de 04 de dezembro vazou o disco novo de Mallu Magalhães, resolvi terminar a lista dos melhores álbuns de 2009 na minha opinião.Fazer esta lista esse ano foi dureza, para se ter uma parca idéia: da primeira parcial publicada em julho tive que retirar 5 álbuns!
Foram lançados muitos discos ótimos de janeiro a dezembro, e, surpreendentemente, neste ano o Brasil comandou na minha lista geral.. que bom! Enfim, os eleitos:
1. Estudando A Bossa: Nordeste Plaza (Tom Zé)
Bada-badi, bada-badá! Na terceira edição dos “Estudandos” (os outros foram o “Estudando o Samba” em 1975 e o “Estudando o Pagode” em 2005), Tom Zé explica a Bossa e a história do produto do grau mais alto da capacidade humana já produzido pelo Brasil nesse disco cheio de síncopes e bim-boms. Álbum “sério” de quem é um dos maiores mestres contemporâneos (leia-se de 40 anos pra cá) na arte de fazer música! "Esse verdadeiro documentário sonoro", citando o Maestro Júlio Medaglia. Não há muito que deva-se dizer, só escutar! Favoritas: Outra Insensatz, Poe!, Síncope Joãobim, João Nos Tribunais, Roquenrol Bim-Bom.
2. Navega (Mayra Andrade)
Mayra Andrade é a cabo-verdiana que tomou meu coração de assalto no começo do ano. A vi pela primeira vez num vídeo do youtube (apagaram =/) em que ela cantava com Mariana Aydar a música Tunuka, vídeo que a mim foi “recomendado” por Caetano Veloso através de seu antigo blog; e foi através dela e dele que passei a conhecer também Orlando Pantera, autor de Tunuka e Lapidu na Bo e futuro expoente de Cabo Verde, se não fosse pelo acidente trágico que levou à sua morte prematura. “Navega” é cantado todo no dialeto crioulo – com exceção da faixa Comme s'il en pleuvait, em francês – e da mesma forma que a língua encanta, assim faz também o “poder suave” da voz de M.A. e de todas as músicas, cuja originalidade é de deixar qualquer um estarrecido.. uma melhor que a outra! Favoritas: Regasu, Mana, Tunuka, Lapidu Na Bo, Navega, Lua.
3. Tonight: Franz Ferdinand (Franz Ferdinand)
Muito esperado. Esperadíssimo! O mais esperado do ano! E isso tende a ser ruim, pois muitas vezes as bandas indies acabam não correspondendo à expectativa, mas não, isso não aconteceu com Franz Ferdinand. O “Tonight” correspondeu a todas as minhas expectativas. Poha niuma! As superou de lavada! Foi como acordar com um banho de água gelada na cara.. Acorda, que Hoje à noite: Franz Ferdinand! Impossível ouvir esse disco apenas sentado na cadeira. Desafio: tente não dançar! Favoritas: Can't Stop Feeling, No You Girls, Ulysses, What She Came For, Live Alone, Lucid Dreams.
4. Lhasa (Lhasa de Sela)
Mi pasión. Ma passion. My love. Lhasa é linda sob todas as formas, mesmo ficando careca, eu sempre a acharei das mais lindíssimas das mulheres! (Curioso como o artístico/espírito influi no físico). E devo agradecer aqui – mesmo que indiretamente – a uma pessoa a mim muito especial, quem me apresentou Lhasa, juntando esta nova paixão ao já desordenado emaranhado de mulheres que é meu coração [culpa tua, vês?]. Enfim, Lhasa de Sela é quem considero ser a Florbela Espanca da música. Ela sofre, ela chora, ela é triste e você consegue perceber toda essa emoção na sua voz única e marcante, mas ao mesmo tempo ela sorri enquanto canta, ela deleita-se na sua própria amargura, e o faz delirar com ela. Ela é artista no melhor sentido do termo: “Eu nunca quis ser uma estrela pop. Queria fazer música do fundo do meu coração. A carreira artística é importante, mas para mim a minha vida tem ainda mais valor. Quero ser verdadeira para comigo. Senão sou apenas uma operária da música.” E seu terceiro disco, que leva seu nome, expressa exatamente esse desejo, trazendo o álbum dessa vez todo em inglês, ela canta músicas de alma, de amor fecundo, de soror saudade, de charneca em flor.. poesia em música! Que posso mais dizer? Ouçam. (E ouçam também “La llorona”, álbum em espanhol, e “The living road”, em suas línguas maternas e em francês). Favoritas: Is Anything Wrong, Love Came Here, Anyone and Everyone, I'm Going in, The Lonely Spider, A Fish on Land.
5. Zii e zie (Caetano Veloso)
Graças a deus, Caetano e Chico ainda fazem discos, ainda compõem, ainda musicam o Brasil! E neste ano, a vez foi de Caetano com seu '”zii e zie” ou “tios e tias”, nome escolhido como forma de aproximação com São Paulo, mesmo sendo um álbum, essencialmente, de samba carioca e de cenário literário tipicamente brasileiro, com “letras que olham para mais longe” do que no a/i/nterior “Cê”, conforme diz o próprio. Negros, asfalto, pneu e mar, é assim que Caetano descreve a cena de clima noturno da música Por quem?, a mais alta e misteriosa (e por isso e mais, belíssima) do disco, se não de toda obra do cantor. Nesta sua fase, ouve-se um Caetano ao encontro da velhice, ao mesmo tempo em que está alheio a ela, um safado, um despreocupado, que já passou do tempo de se importar com a crítica e de prender-se a qualquer coisa que seja; ante guitarras transambas, arranjos estranhos e perfeitamente produzidos, está o Caetano que nunca deixa de ser original, mesmo trazendo no novo trabalho dois sambas antigos, Incompatibilidade de Gênios e Ingenuidade, gravados originalmente por Clementina de Jesus e através dos quais Caetano começou a pensar na realização do CD, que foi novamente gravado em conjunto com a bandaCê – Marcelo Callado, Ricardo Dias Gomes e Pedro Sá – unida para a consecução do álbum lançado em 2006. Zii e zie: Mais um para a discografia básica brasileira. (Registre-se que Los Hermanos é citado em uma das músicas, além de também o ser no pre-release, bem como o produtor Kassin). Preferidas: Por Quem?, Lobão Tem Razão, A Cor Amarela, Base de Guantánamo, Falso Leblon, Diferentemente.
…to be continued
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Kakaroto
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12/10/2009 07:05:00 PM
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Que magia fora esta?
Ao meu coração que propina deste?
Não gosto d'outra, ora essa?
Não, por ti só
Temo que meu amor confesse
Qual o que? Será fato?
Que é de meu domínio?
Que me faço acordado?
Pensando em ti a essa hora?
Deu-se a melodia. Isola.
Ficar a depender de ti
Padecerei sem ter porvir.
Comigo, não, violão.
Que sorte mais vil!
Sossega meu coração.
Calma no Brasil.
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Kakaroto
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11/21/2009 12:06:00 PM
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Marcadores: Protopoesia
O que deu pra salvar do vídeo, "realizado" por @El_Nau, da Mesa Redonda de 30 de outubro de 2009, no bar Candieiro, nesta cidade.
Link versão YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=YK6B3Mus3x0
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Kakaroto
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11/02/2009 05:59:00 AM
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Marcadores: Coisas que não deveriam ter sido postadas, Vídeos
Num domingo xôxo, uma ótima surpresa: Como twittado pelo @trabalhosujo, vazou o disco novo do Devendra Banhart! Depois de uma geinkidama realizada com a força da conexão daqueles meus seguidores caridosos que sempre me ajudam levantando os braços, consegui baixar e alegrar meu dia – por acaso, não alcoólico – ouvindo o What will we be, cujo lançamento está marcado para amanhã, 27 de outubro, pela Warner e com selo da Reprise Records (não mais da XL Recordings).
O álbum foi produzido pelo Devendra e por Paul Butler, líder da banda inglesa The Bees, e conta novamente com as participações do bom e velho Noah Georgeson (produtor dos últimos álbuns de Banhart e louco), Greg Rogove, Luckey Remington e “nosso” querido Rodrigo Amarante (que, ao que parece, dessa vez não canta, mas assume a guitarra principal em quase todas as faixas do disco), todos remanescentes do Smokey Rolls Down Thunder Canyon.
À primeira ouvida, o álbum parece, de modo geral, ser um tanto quanto parado e apático, gerando uma certa indolência para quem escuta, o que para mim certamente foi bom, pois me proporcionou exercitar melhor as viagens que as músicas parecem propor, notáveis nas serenas First e Last Song for B. Conquanto, faixas mais estimulantes destacam-se facilmente no disco, como a ótima 16th & Valencia Roxy Music, com guitarras distorcidas e batida definitivamente dançante, e a última faixa Foolin’, que poderia muito bem ser confundida com um reggeazinho divertido do Toots and The Maytals se não fosse pela voz inconfundível do Devendra.
Há ainda no disco, a versão de estúdio das músicas Baby (agradabilíssima) e Chin Chin & Muck Muck (um freak folk excêntrico bem legal), mostradas há alguns meses atrás pelo youtube em versão ao vivo.
Ainda, quão Mutantes é a faixa Maria Lionza!? Quase que, num sobressalto, escuto a voz de Rita Lee ali àquele meio psicodélico. (E por isso, só tenho a agradecer..)
Sem mais conversa, concluo: um ótimo álbum! E não só, mas um ótimo álbum que, praticamente, salvou meu domingo. Enfim: para ser ouvido várias vezes. Fica a recomendação. Obs.: Não postarei link para download (porque não posso), portanto procurem por si mesmos – dica: há um easteregg neste post.
Tracklist:
01 Can’t Help but Smiling
02 Angelika
03 Baby
04 Goin’ Back
05 First Song for B
06 Last Song for B
07 Chin Chin & Muck Muck
08 16th & Valencia, Roxy Music
09 Rats
10 Maria Lionza
11 Brindo
12 Meet Me at Lookout Point
13 Walilamdzi
14 Foolin’
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Kakaroto
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10/26/2009 11:55:00 PM
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Primeiro ato
Primeiro quadro
(Ambiente: casa dele. 'Cenário sem nenhum caráter realista'. Sala que lembra a cor marrom. Clássica. Este cômodo confunde-se com o quarto. Cama grande no chão. Lençóis jogados. Tudo meio desarrumado, mas que não carece de limpeza ou ordenação. Luz baixa que parece advir do chão. Música "silenciosa" ao fundo: Thelonious Monk & John Coltrane)
Abre-se o pano
Abre cena
Speaker: Ela está na parte da copa, fazendo uma bebida quente (provavelmente chocolate), de camisola e de costas para ele, que está deitado na cama ao chão, virado para a copa, assistindo à cena. Ele, descalço, veste calça e só. Levanta-se e caminha até ela, a abraça por trás, ela se assusta e logo após ri delicadamente, ele a beija no ouvido, ela arrepia-se. Ficam assim abraçados por algum tempo, enquanto ela mexe o chocolate. “Monk’s mood” começa a tocar, ele repara. Pega-a no colo, ela o beija demoradamente e após, pousa a cabeça ternamente em seu ombro. Ele anda até a sala com ela nos braços, onde a música está mais alta. Os dois ficam de pé e começam a dançar lentamente , param e se olham por um instante, se abraçam e recomeçam a dança a pequenos passos. Antes da música acabar, param, ele, num movimento devagar e contínuo, deita-se no chão – não na cama, mas no chão, que está friíssimo – com a barriga virada para baixo. Ele a chama. Ela deita-se em cima dele com a barriga sobre suas costas (rostos colados). E assim ficam, permanecendo por muito tempo.
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Imagem: Femme por Pablo Picasso. Paris, 1906~1907. Oil on canvas.
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Kakaroto
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10/25/2009 06:43:00 PM
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Marcadores: Coisas que não deveriam ter sido postadas